terça-feira, 9 de setembro de 2014

Google homenageia Liev Tolstói


Nesta terça-feira (9), o Google preparou um doodle todo especial em homenagem ao escritor russo Liev Tolstói.

Tolstói, conhecido por obras universais como Anna Karenina e Guerra e Paz, celebraria seus 186 anos nesta data.

De acordo com o portal Terra, para fazer os desenhos, o Google convidou desta vez Roman Muradov, um quadrinista com trabalhos publicados no jornal New York Times, na revista The New Yorker, Vogue e NPR.

As imagens em destaque no doodle (página principal do Google) retratam cenas de algumas obras do autor.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Romance inacabado de Saramago sai em outubro no Brasil


O livro Alabardas, Alabardas, única obra inacabada do escritor português José Saramago, chega ao Brasil em outubro, pela Companhia das Letras. O autor escreveu apenas os primeiros capítulos do livro cujo tema é guerra e violência, assuntos já abordados em muitos de seus trabalhos.

Por se tratar de uma obra incompleta, o livro traz um texto do escritor italiano Roberto Saviano e outro do espanhol Fernando Gómez Aguilera. A ilustração da capa é de Günter Grass, Prêmio Nobel de Literatura. A edição brasileira inclui também um texto assinado pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares.

O título conta a história de Artur Paz Semedo, funcionário modelo de uma fábrica de armas que é abandonado pela mulher, uma pacifista, pois esta não consegue mais conviver com o ofício do marido. Ele, que nunca questionou o trabalho e nem as ordens da empresa, começa então a ficar com a consciência incomodada com relação à sua profissão.

Segundo Pilar del Rio, viúva do autor, o título da obra foi inspirado na tragicomédia Exortações da Guerra, de Gil Vicente. Ela ainda declarou ao site da Fundação José Saramago que esse é o último texto inédito – além da correspondência pessoal— do autor, ou seja, sua última obra.

Fonte: Saraiva

sábado, 6 de setembro de 2014

Escolhido o diretor de Cidades de Papel


John Green anunciou em seu perfil no Twitter que Jake Schreier será o diretor da adaptação cinematográfica de Cidades de papel. Jake estreou na direção de filmes em 2012, com Frank e o Robô.

A produção está prevista para chegar aos cinemas dos Estados Unidos em julho de 2015. O protagonista Quentin Jacobsen será interpretado por Nat Wolff, que em A Culpa É das Estrelas foi Isaac. Outros veteranos em adaptar livros de John Green para o cinema também serão responsáveis por Cidades de Papel: os roteiristas Scott Neustadter e Michael H. Weber e os produtores Wyck Godfrey e Marty Bowen. Ainda não foi anunciada uma data para a estreia do longa no Brasil.


No livro, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Certo dia, ela invade seu quarto pela janela , com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Após essa noite de aventuras, Margo desaparece, e Quentin resolve investigar seu paradeiro.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Editora veem paralisia de governos


Editoras brasileiras reclamam que as três instâncias de governo (federal, estadual e municipal) estão comprando menos livros pelos programas de difusão da leitura.

A queixa tornou-se pública nesta quinta (4) em texto que o editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, postou em seu blog. “É preciso cobrar continuidade aos governantes”, escreveu.

Procurado pela Folha, Schwarcz afirma não estar “criticando governantes especificamente”. Mas que “o Brasil, desde Fernando Henrique, nos governos Lula e mesmo neste período da Dilma, em várias esferas foi o país que mais investiu na compra de livros.”

“Agora eu não posso mais falar isso, não tenho mais segurança de que o Brasil continuará nesse trilho”, acrescenta. ”Por vários motivos, intempéries políticas e econômicas, trocas ministeriais.”

Leia a matéria completa aqui!


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Brasileiro autor do livro “Mil Rosas Roubadas” ganha prêmio literário no Chile


O escritor brasileiro Silviano Santiago ganhou o Prêmio Ibero-americano de Letras José Donoso, "por sua contribuição ao pensamento e criação literária na América Latina", anunciou, nesta quarta-feira, o júri da premiação.

O prêmio é concedido pela Universidade de Talca, que busca destacar o trabalho, a originalidade e a qualidade de autores latino-americanos, e é composto por uma medalha, um diploma e um cheque de US$ 50 mil.


"A partir de fortes tradições da cultura brasileira, (Silviano Santiago) realizou contribuições importantes para o pensamento e a criação literária da América Latina", afirma o relatório que formalizou a premiação.

O júri também levou em conta a carreira prolífica de Santiago, cujas obras incluem poesias, romances, contos e ensaios.

Autor de "Mil rosas roubadas” (Companhia das Letras), Santiago se formou em Filosofia e Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, e é doutor em Literatura pela Universidade de Paris.

Segundo os membros do júri, ele é criador "dos conceitos de 'entre-lugar' e 'cosmopolitismo do pobre'; suas narrativas e ensaios propõem um pensamento original sobre as identidades, as minorias e as relações de gênero, construindo pontes entre diversos contextos culturais latino-americanos em uma perspectiva integradora."

O júri foi composto pela escritora chilena Raquel Olea; Celina Manzoni, da Universidade de Buenos Aires; Andrea Pagni, da Universidade de Nuremberg, na Alemanha; o escritor peruano Fernando Iwasaki; e Jorge Lobo, da Universidade de Santa Catarina.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Quarteto de peso da literatura jovem prepara livro em conjunto para 2015

Por Andréia Martins

Em clima de Bienal do Livro, a escritora e blogueira Bruna Vieira anunciou uma novidade em seu blog para 2015: um trabalho com a participação dela e de outras três escritoras já bem conhecidas do universo jovem: Thalita Rebouças, Babi Dewet e Paula Pimenta.


O projeto se chama Um Ano Inesquecível e será publicado pela editora Gutenberg. Trata-se de um livro de contos com quatro histórias que se passam em estações do ano diferentes. Thalita deve escrever tendo o verão como pano de fundo; Paula, o inverno; Babi, o outono; e Bruna, a primavera.

“Estar ao lado de autoras tão queridas que sempre admirei é mais um sonho realizado”, comentou Bruna no blog.

A previsão é de que o título seja lançado no primeiro semestre de 2015, com direito a turnê das autoras pelas principais capitais brasileiras.

Fonte: Saraiva


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Edição comemorativa de 'A fantástica fábrica de chocolate' traz capítulo perdido


Para comemorar os 50 anos de um clássico da literatura infantojuvenil, a Penguin lançará uma nova edição de "A fantástica fábrica de chocolate", de Roald Dahl, com um capítulo "perdido". "Charlie bucket" havia sido escrito pelo autor em 1961 e havia ficado escondido em seus papéis, uma vez que Dahl desistiu dele porque o rascunho era "subversivo" para o público infantil. Um trecho pode ser lido no site do jornal "The Guardian".

Publicado originalmente em 1964, "A fantástica fábrica de chocolate" fez sucesso tanto em papel quanto nas adaptações cinematográficas (de 1971 e 2005). No entanto, Dahl acabou excluindo trechos do livro antes de sua publicação original. O motivo seria o "teor subversivo" de trechos como "Charlie bucket" ("O balde do Charlie"), originalmente o quinto capítulo do romance.

Na passagem, o pequeno Charlie é acompanhado pela mãe (e não o avô, como é conhecido) à fábrica que dá nome ao livro. Dois personagens, que nunca chegaram a aparecer no romance, quase são esmagados e retalhados ao tentarem roubar caramelo de vagões que se dirigiam à sala de prensagem e corte dos doces. Um trecho mostra a "polêmica" que Dahl quis evitar:

"'Aquele buraco', disse o senhor Wonka, 'leva diretamente ao que chamamos de Sala de Prensagem e Corte. Nela, o caramelo cru é levado dos vagões até a boca de uma máquina enorme. Ela o prensa até que ele fique fino e suave. Depois disso, várias facas descem e cortam, cortam, cortam, picando em quadradinhos, prontos para a loja.'"

Lançada em 1971, a versão cinematográfica com Gene Wilder no papel de Willy Wonka não foi sucesso de bilheteria, mas se tornou um clássico do cinema. Já a versão de Tim Burton, com o velho colega Johnny Depp, arrecadou mais de US$ 470 milhões.


No início de agosto, o livro havia causado polêmica por conta de sua nova capa. Muitos leitores e críticos disseram que o conteúdo da capa nada tem a ver com a temática do romance. Além disso, foi criticado o teor "assustador" dela, com olhar "psicopático", afirmaram usuários de redes sociais.