quinta-feira, 30 de maio de 2013

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Uso da vírgula - Tire suas dúvidas


Apesar de parecer simples, o uso da vírgula é um elemento da escrita em que muitos tropeçam. E uma vírgula mal colocada, ou a falta dela, pode prejudicar completamente a clareza de um texto, tornando-o ambíguo e obscuro. Quer um exemplo? Veja então como estas duas frases têm sentidos totalmente diferentes apenas pela posição da vírgula. "Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro a sua procura". (um sentido). /"Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro a sua procura". (outro sentido). Portanto, ciente da importância do uso correto da vírgula, que tal saber mais e tirar suas dúvidas sobre o emprego desse sinal de pontuação?
Para falar a verdade, virgular bem não é fácil, porque é preciso ter um bom conhecimento de sintaxe. Acrescenta-se a isso o fato de o uso da vírgula ser uma matéria controvertida entre os gramáticos. Não existe unanimidade nem regras absolutas. Diante disso, faremos aqui um apanhado do que o uso geral vem sancionando.
Para começar, é imprescindível acabar com a lenda de que o uso da vírgula está relacionado à respiração. Esqueça isso! Se assim fosse, cada um iria usar a vírgula de um jeito, concorda? Na verdade, o emprego da vírgula depende da estrutura sintática da oração. Você não sabe nada de sintaxe ou esqueceu tudo o que o professor de Português falou naquelas aulas que pareciam enfadonhas? Sim? Então, vamos dar uma pequena revisada.
Todo termo, palavra ou expressão desempenha uma função no período, e é por meio da análise sintática que se reconhecem essas funções. Quais seriam essas funções? Entre outras, as seguintes:
·Sujeito - é o ser de quem se diz alguma coisa ou que pratica a ação.
·Predicado - é aquilo que se afirma do sujeito.
·Predicativo - é o termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do sujeito ou que se refere ao objeto de um verbo transitivo.
·Objeto direto e indireto - são os complementos verbais.
·Agente da passiva - representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo.
·Adjunto adnominal - é o termo que caracteriza ou determina os substantivos.
·Adjunto adverbial - é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, lugar, modo, etc.).
·Aposto - é uma palavra que explica, esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração.
·Vocativo - é o termo usado para chamar o ser a que nos dirigimos.
Fizemos apenas uma síntese, e deve ter ficado meio confuso, não foi? Por isso e, para virgular com precisão, é imperioso que você se aprofunde na análise sintática. Não se esqueça de estudar os diversos tipos de períodos e de orações.
Continuando o desenvolvimento do nosso tema, vamos falar sobre as funções da vírgula.
Funções da vírgula


A vírgula, do mesmo modo que os demais sinais de pontuação, exerce três funções básicas:
·Marcar as pausas e as inflexões da voz na leitura; (A lenda que relaciona uso da vírgula com respiração nasceu dessa função que ela desempenha, mas não há que se confundir entoação verbal com respiração, certo?)
·Enfatizar e/ou separar expressões e orações;
·Esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer ambigüidade.
Antes de falarmos especificamente sobre os casos de uso da vírgula, é melhor esclarecermos quando ela não deve ser empregada. Para isso, é preciso que você saiba que o período segue uma seqüência lógica, também chamada de ordem direta ou ordem habitual, a saber: sujeito -> verbo -> complemento -> circunstâncias. Entenderam agora a necessidade de dominar a análise sintática? Bom, seguindo essa seqüência, sem interferência, não há vírgula, isto segundo a maioria dos gramáticos. Digo “maioria dos gramáticos” porque alguns afirmam que ela seria optativa antes das “circunstâncias” ou, gramaticalmente falando, antes dos adjuntos adverbiais. Ex.: Os policiais militares desencadearam a operação lei seca durante o jogo da seleção brasileira. (ordem direta, sem vírgula)
Sabendo disso, vamos ver os casos em que a vírgula não é usada.
Não deve ocorre vírgula


1 - Entre o sujeito e o verbo:
Ex.: Os policiais prenderam o infrator.
O sargento é mestre em artes marciais.
2 - Entre verbo e complementos verbais:
Ex.: Encontramos o suspeito.
Obedecemos às ordens do comandante.
3 - Antes de orações subordinadas substantivas, exceto as apositivas.
Ex.: Convém que deixemos o local.
Espero que nenhum policial cometa erros durante a operação.
4 - Antes de orações adjetivas restritivas:
Ex.: Ele é o homem que mata passarinhos.
Um vegetal é um animal que dorme.
5 - Em orações coordenadas ligadas por “e” que tenham o mesmo sujeito:
Ex.: Chegou e prendeu o infrator.
Agora, sim, vamos estudar os casos de uso da vírgula.
Casos de uso da vírgula
Usa-se a vírgula para:


1 - Assinalar o vocativo (é o termo com que se interpela/chama o ouvinte/interlocutor):
Ex.: Sargento Mike, compareça ao local da ocorrência.
Cidadão, você será conduzido à delegacia da cidade.
2 - Assinalar o aposto (é o termo da oração que serve par explicar um termo anterior, identificando-o, esclarecendo ou qualificando-o):
Ex.: O comandante do batalhão, pessoa justa, não condenou o sindicado.
Inspetor Bugiganga, policial criativo, prendeu os criminosos.
3 - Precedendo termos de mesmo valor sintático. Observação: Quando o último elemento é introduzido pelas conjunções "e", "ou", "nem", não se usa a vírgula.
Ex.: Amor, fortuna, ciência, somente isso não traz felicidade.
Foram apreendidas armas de fogo, substâncias entorpecentes e bicicletas furtadas.
Nem
 a música, nem o cinema, nem o teatro têm a mesma magia do circo.
Um
 avião, um ônibus ou um automóvel não têm o mesmo charme de um trem.
4 - Precedendo orações coordenadas assindeticamente, isto é, sem uso de conjunções. Via de regra, são orações não introduzidas pela conjunção aditiva “e”.
Ex.: Aborde-o, reviste-o, algeme-o e prenda-o.
Teimou, insistiu, tornou a insistir e acabou sendo demitido.
Chegou a casa, sentou no sofá, ligou o televisor, buscou o canal certo,acomodou-se e assistiu ao filme.
5 - Entre as orações intercaladas:
Ex.: A guerra, disse o general, é uma defesa prévia.
A arma de fogo, disse o policial, é minha ferramenta de trabalho.
6 - Para marcar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
Ex.: O carnaval, que é tradicional, a cada ano está mais perigoso.
A alma, que é imortal, integra-se ao cosmo.
7 - Entre expressões explicativas, continuativas, conclusivas, retificativas ou enfáticas de um modo geral (isto é, a saber, por exemplo, a meu ver, na minha opinião, digo, ou melhor, quer dizer, além disso, aliás, assim, com efeito, como dizer, demais, depois, enfim, então, no mais, ora, ou seja, ou antes, igualmente, pensando bem, pois bem, pois sim, por assim dizer, realmente, em suma, note-se bem, finalmente, em verdade, de fato, sim, não, etc.):
Ex.: O criminoso, digo, o cidadão infrator, foi detido às nove horas.
O governador, ou melhor, o excelentíssimo senhor governador, dará um aumento de 100% à classe policial.
Observação desse caso de uso da vírgula: Lembre-se de usá-la com "sim" e "não".
Ex.: Sim, um dia hei de morrer.
8 - Entre as conjunções coordenativas adversativas e conclusivas, quando pospostas/intercaladas (porém, contudo, entretanto, todavia, logo, portanto, etc.):
Ex.: O tiroteio, porém, continuava.
O sargento, portanto, foi homenageado.


9 - Nas datas e endereços:
Ex.: Belo Horizonte, 13 de novembro de 2008.
Rua da Alegria, nº 30.
10 - Para indicar zeugma (elipse/omissão de um ou mais termos anteriormente citados):
Ex.: Uns diziam que se suicidou; outros, que foi assassinado. (elipse do verbo “diziam”)
O dia estava quente; o sol, escaldante. (elipse do verbo “estava”)
Nós viemos da terra; eles, do mar. (elipse do verbo “vieram”)
11 - Precedendo orações principais pospostas:
Ex.: Quando menos se esperava, o cadete deixou de lado suas antigas aspirações.
12 - Antes de “e”, quando as orações apresentarem sujeitos diferentes ou quando o “e” se repetir:
Ex.: Fez-se o céu, e a terra, e o mar.
João escreveu uma carta, e José arrumou a cama.
13 - Nos elementos paralelos de um provérbio:
Ex.: Mocidade ociosa, velhice vergonhosa.
14 - Em construção com termos pleonásticos:
Ex.: Bom policial, talvez não mais o seja.
14 - Para separar predicativos situados antes do verbo (predicativo é o termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do sujeito ou que se refere ao objeto de um verbo transitivo.):
Ex.: Destemidos e intrépidos, os policiais avançavam pela área de risco.
15 - Orações subordinadas substantivas apositivas:
Ex.: Fez-nos um pedido, que mantivéssemos suas vírgulas.

16 - Antes de locuções adversativas como "e sim", "e não". Entretanto, não se deve isolar essas locuções adversativas com vírgula. Usa-se somente uma, precedendo-as.
Ex.: Ele comprou um DVD,
 e não um CD.
Ele não fez as tarefas de que foi incumbido,
 e sim as que ele quis.
Casos controversos entre os gramáticos

1 - Adjuntos adverbiais e orações adverbiais.
Como vimos acima, o adjunto adverbial é o último elemento da frase, e a oração subordinada adverbial deve vir após a oração principal (seqüência lógica ou ordem direta). Diante disso, alguns gramáticos afirmam que, sempre que o adjunto adverbial ou a oração adverbial vierem deslocados da ordem direta da frase, é necessário o uso da vírgula para marcar esse deslocamento. Outros, dizem que a vírgula é optativa. Outros, porém, ensinam que, nesses casos, o uso da vírgula deve condicionar-se ao número de palavras que contém o adjunto adverbial ou a oração subordinada adverbial. Outros, ainda, dizem que, mesmo a oração subordinada adverbial estando posposta (após) a principal, somente não é usada a vírgula nas orações subordinadas adverbiais finais e orações subordinadas adverbiais conformativas. E outros gramáticos estabelecem outras regras. Então, qual regra usar? Se for num vestibular ou concurso, use as regras do livro indicado no edital. Agora, no dia-a-dia, creio que se deva buscar a harmonia, o ritmo, a melodia, o equilíbrio e, principalmente, a clareza.
Veja exemplos do que acabamos de falar:
Ordem direta da frase:
Ex.: Os policiais militares desencadearam a operação lei seca durante o jogo da seleção brasileira. (sem vírgula)
Os policiais militares desencadearam a operação lei seca, durante o jogo da seleção brasileira. (com vírgula)

Adjunto adverbial deslocado:
Ex.: Durante o jogo da seleção brasileira, os policiais militares desencadearam a operação lei seca. (com vírgula)
Os policiais militares desencadearam ontem a operação lei seca. (sem vírgula)

Período composto. Seqüência normal:
Ex.: O cadete deixou de lado as antigas aspirações quando menos se esperava. (sem vírgula)
O cadete deixou de lado as antigas aspirações, quando menos se esperava. (com vírgula)

Período composto. Oração adverbial deslocada (intercalada ou anteposta):
Ex.: O cadete, quando menos se esperava, deixou de lado suas antigas aspirações.
Quando menos se esperava, o cadete deixou de lado suas antigas aspirações.
Suas antigas aspirações, segundo diziam todos, eram irrealizáveis.
2 - Há também entre os gramáticos controvérsia quanto ao uso da vírgula nas orações reduzidos de gerúndio ou de particípio. Os pontos de conflito são semelhantes aos dos adjuntos verbais e das orações subordinadas adverbiais. Alguns gramáticos afirmam que a ausência da vírgula diante das orações reduzidas é a regra em qualquer tipo de oração adverbial na sua ordem habitual, isto é, depois da oração principal, não anteposta nem intercalada. Outros, afirmam que a vírgula é obrigatória. Outros, afirmam que ela é optativa. Então, caro internauta, é você quem decide.
Ex.: Esse fato contribui ainda mais para afastá-lo da sua missão de eliminar conflitos realizando a justiça. (sem vírgula)
Esse fato contribui ainda mais para afastá-lo da sua missão de eliminar conflitos, realizando a justiça. (com vírgula)
Terminando o trabalho, pode descansar. (com vírgula)


Era isso o que tínhamos para lhe dizer.


quinta-feira, 28 de março de 2013

Como Criar Personagens Inesquecíveis


Criando Personagens

Personagens podem ser definidos de várias formas, mas no fundo eles são apenas repositórios de características. Em outras palavras, o que realmente importa no contexto do livro são as características psicológicas dos personagens e como elas interagem umas com as outras; os nomes, características físicas e backgrounds dos personagens são meramente uma forma de expressar estas características para o leitor. Estas características, também chamadas de "modelos míticos" ou "arquétipos", já foram listadas e catalogadas em diversos livros, e sugiro fortemente as leituras que se aprofundam neste assunto, pois elas "abrem os olhos" para detalhes que o autor iniciante muitas vezes não se dá ao trabalho de observar.

Obviamente, estas "receitas de bolo" servem apenas como uma base para começarmos a organizar nossas ideias, como um fermento para nossa imaginação, e não como um "guia para criar personagens notáveis". 

Uma vez que as características dos personagens e a forma como elas interagirão estão definidas, aí sim começamos a pensar nos personagens.  Por exemplo, decidimos que nossas características serão coragem, impetuosidade, sabedoria e alívio cômico, para os personagens principais.  Podemos decidir, então, criar um protagonista que seja corajoso e impetuoso, com um amigo que seja sábio, mas que promova um alívio cômico.  OU podemos pensar em um protagonista corajoso e sábio, apoiado por um amigo impetuoso e cômico. 

Além destas características, digamos, "boas", é sempre importante colocar uma característica "ruim", pois personagens "perfeitos" não geram tanta empatia quanto os personagens problemáticos. Timidez, traumas, pequenos vícios ou uma quedinha por fazer as coisas erradas dão um charme a mais ao personagem. 
 

Os escritores realmente bons - e aí está o grande segredo - conseguem mostrar as características dos personagens não no texto, mas no subtexto, em tudo que fica implícito nos diálogos entre os personagens, nas metáforas usadas pelo narrador e nas descrições das cenas. Principalmente nos diálogos. Quando retratamos um casal discutindo sobre algum detalhe irrelevante de sua vida, na verdade estamos deixando o leitor perceber, por exemplo, que o homem é maníaco por controle, que a mulher tem medo de enfrentar o marido, mas tem algum segredo escondido, e etc.

E, para não deixarmos de falar das características físicas, basta dizer uma coisa: Da mesma forma que ninguém diz "sou corajoso", isso na verdade fica patente por suas ações (no subtexto...), não há necessidade de descrever fisicamente seus personagens, esta descrição vai nascendo aos poucos no texto, à medida que for necessário. Se a cor do cabelo ou da pele do personagem não afeta em nada a trama, para que ficar descrevendo, então? Lembre-se que descrições são SEMPRE mais pobres do que as informações que aparecem naturalmente no correr da história. É o velho "show, not tell", "mostre, e não conte" das oficinas de  escrita criativa.

Para fechar, vale destacar o que Linda Seguer coloca muito bem em seu livro, sobre os personagens e o subtexto: "Muitas vezes, os personagens não entendem a si mesmos. Eles frequentemente não são diretos e não dizem o que realmente querem dizer. Podemos dizer que o subtexto é o conjunto de todas as motivações e significados que não são aparentes para o personagem, mas que são aparentes para o leitor".

Agora, releia o texto acima e troque "personagens" por "seres humanos".  


Fonte: http://dicasdoalexandrelobao.blogspot.com.br

terça-feira, 26 de março de 2013

DICAS PARA VOCÊ MELHORAR O SEU TEXTO


ESCREVA BEM, ELIMINE OS EXCESSOS.



- Elimine palavras ou expressões desnecessárias: em vez de ato de natureza hostil, escreva ato hostil; em vez de decisão tomada no âmbito da diretoria, escreva decisão da diretoria; em vez de pessoa sem discrição, escreva pessoa indiscreta; em vez de neste momento nós acreditamos, escreva acreditamos; em vez de travar uma discussão, escreva discutir; em vez de na eventualidade de faltar combustível, escreva se faltar combustível; em vez de com o objetivo de, escreva para.

- Evite o emprego de adjetivação excessiva: em vez de o difícil e alarmante problema da seca, escreva o problema da seca; em vez de a profunda crise europeia, escreva a crise europeia.

- Dispense nas datas, sempre que possível, os substantivos dia, mês e ano, além do adjetivo "último": em vez de no dia 12 de janeiro, escreva em 12 de janeiro; em vez de no mês de fevereiro, escreva em fevereiro; em vez de no ano de 2012, escreva em 2012; em vez de no último dia 28 de janeiro, escreva em 28 de janeiro.

- Troque a locução verbo + substantivo pelo verbo: em vez de fazer uma viagem, escreva viajar; em vez de fazer um lanche, escreva lanchar; em vez de pôr moedas em circulação, escreva emitir moedas.

- Use o aposto em lugar da oração adjetiva e, dessa forma, elimine o “que”: em vez de O Recife, que é a capital de Pernambuco, tem sérios problemas de transporte público, escreva O Recife, a capital de Pernambuco, tem sérios problemas de transporte público; em vez de O Corinthians, que é o clube de maior torcida em São Paulo, conquistou o pentacampeonato brasileiro, escreva O Corinthians, clube de maior torcida em São Paulo, conquistou o pentacampeonato brasileiro.

- Empregue o particípio do verbo para reduzir orações: em vez de Agora que expliquei o título, passo a falar do tema, escreva Explicado o título, passo a falar do tema; em vez de Depois de concluir o trabalho, ligarei para você, escreva Concluído o trabalho, ligarei para você; em vez de Quando encerrar a apresentação, passarei ao assunto principal, escreva Encerrada a apresentação, passarei ao assunto principal.

- Elimine, sempre que possível, os indefinidos “um” e “uma”: em vez de A sociedade exige uma punição rigorosa para casos de corrupção, escreva A sociedade exige punição rigorosa para casos de corrupção; em vez de O Brasil se tornou uma terra de ninguém, escreva O Brasil se tornou terra de ninguém.

- Corte o possessivo inútil: em vez de Estou com a minha consciência tranquila, escreva Estou com a consciência tranquila; em vez de Siga mais a sua intuição, escreva Siga mais a intuição.

- Evite o plural desnecessário, ou seja, não pluralize o substantivo abstrato que pertence a dois ou mais seres: em vez de A polícia não revelou as identidades dos bandidos, escreva A polícia não revelou a identidade dos bandidos; em vez de A universidade divulgou os nomes dos aprovados, escreva A universidade divulgou o nome dos aprovados; em vez de Estão confirmadas as presenças do governador e do ministro da Saúde, escreva Está confirmada a presença do governador e do ministro da Saúde.

Fonte: http://www.portuguesnarede.com

segunda-feira, 25 de março de 2013

Os Segredos da Ficção - Raimundo Carrero


Para quem aspira ser um escritor, é importante ter em mente algumas informações importantes. Veja abaixo um fragmento do livro "Os Segredos da Ficção - Raimundo Carrero", um dos mais completos sobre o assunto.

           “As insatisfações preocupam, os dias parecem perdidos. As tardes quentes. As noites mortas. “O autor iniciante não deve imaginar que está perdendo tempo quando tem os olhos perdidos no vazio”, lembra Vizinczey. Continuamos escrevendo, escrevendo, escrevendo. As palavras se atropelam, as frases confusas, a pontuação ruim. Isso não presta, isso não pode prestar. Confuso, ruim, inexato, feio, tediosos, barulhento.
          Mesmo assim acreditamos nessa voz. Ela está nos conduzindo ao caminho certo. Fazemos leituras, mais leituras, mais leituras. Lendo os clássicos, os consagrados, os exaltados. Escrevendo e lendo. Escrevendo, lendo. Escrevendo. Lendo. Sempre os bons autores, os melhores. Aos poucos vamos observando as diferenças. As diferenças básicas. Fundamentais.”

quinta-feira, 21 de março de 2013

quinta-feira, 9 de agosto de 2012



Max Moreno


E se você descobrisse que a morte é só um detalhe?!... O jovem Vinicius é um garoto ingênuo e incapaz de perceber que o mal pode estar onde menos se espera. Mas, um grave acidente de automóvel vai deixá-lo diante de um terrível mistério. Algo capaz de arrastá-lo para um mundo sombrio, onde a maldição e a bênção vão travar uma luta que ultrapassa os limites entre o bem e o mal. Agora, o rapaz se vê diante de uma assustadora sequência de eventos, onde nada é o que parece ser.

Repleto de intriga e de emoção, A Outra Sombra é um romance inquietante, que nos conduz a um caminho sem volta. Segredos, ressentimentos e o desejo de vingança se confrontam numa surpreendente busca por respostas, onde qualquer um pode ser o próximo. Descubra o lado oculto de cada verdade.

Impresso - R$ 34,33
Digital - R$ 4,98