sábado, 12 de julho de 2014

André Vianco - Livro sobre zumbis tem historia de terror para dar risada

André Vianco, um dos melhores escritores de histórias de terror do Brasil, confessa: ele morre de medo de zumbis!

Ilustração do livro "Zumbi - O Terrível Ataque das Rãs do Nepal"

Para enfrentar o pavor dessas criaturas, André escreveu uma aventura das mais aterrorizantes. Como grande mestre do suspense que é, ele parte de um começo muito simples, colocando um pedaço da vida de todos na narrativa.

E assim que nós, leitores, começamos a nos identificar com Pedro, a compartilhar de sua rotina e a rir do seu jeito engraçado de dizer as coisas, estranhas rãs do Nepal aparecem na aula de ciências.

Para piorar a situação, os anfíbios escapam do aquário, fazem a maior confusão e... a partir desse momento, os mais bizarros acontecimentos invadem a vida do garoto.


Os desenhos engraçados de Santtos marcam as cenas divertidas, acentuando o lado bem humorado dessa história de terror para rir. Suspense e alta diversão num livro para ler de uma sentada só.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Adaptação de livro de JK Rowling para a TV começa a ser gravada

A produção é uma parceria entre a BBC e a HBO


O canal BBC One divulgou uma imagem do início da filmagem de Morte Súbita, da escritora JK Rowling, autora da saga Harry Potter.

O começo das filmagens rolou no sábado, 5, e a adaptação do livro para a TV é uma parceria entre o canal britânico BBC e a norte-americana HBO, a mesma responsável porGame of Thrones.


O elenco conta com várias celebridades, entre eles Michael Gambon, o eterno Dumbledore. Alguma dúvida de que será um sucesso?

quinta-feira, 10 de julho de 2014

'Vão se f...', diz autor de 'Game of thrones' para quem acha que ele morre antes de terminar a saga


O sexagenário George R. R. Martin, autor da saga que inspirou a série "Game of thrones", é frequentemente questionado sobre a demora em lançar os últimos volumes de "A song of ice and fire". Fãs da série de TV e dos livros temem que o americano, de 65 anos, morra antes de completar a história de fantasia. Para eles, seu recado é curto e grosso.

"Francamente, acho bastante ofensivo quando as pessoas começam a especular sobre a minha saúde e a minha morte. Então quero que essas pessoas se f****", disse, levantando o dedo do meio para reforçar sua opinião (assista aqui ao vídeo).

"A dança dos dragões", o quinto e o último livro lançado, em 2011, levou seis anos para ser escrito. Ainda faltam outros dois volumes para completar a saga, com um total de sete livros. Martin está trabalhando em "The winds of winter", mas não deu previsão de lançamento.

Uma análise do ritmo de escrita de George R.R. Martin com base nos livros anteriores determinou que o autor escreve, em média, apenas 350 palavras por dia. Nesta velocidade, portanto, o livro só ficaria pronto em 2017. Em uma entrevista recente ao site "Mashable", Martin admitiu que "precisa escrever mais rápido", mas completou:

"Eu não faço promessas. Descobri há muito tempo que quando você olha o todo, a catedral que você tem que construir, tudo parece tão assustador que você apenas desiste, senta no sofá e vai jogar videogame".


quarta-feira, 9 de julho de 2014

O Maravilhoso Agora - Leia o primeiro capítulo

Sutter Kelly é O Cara, o rei das festas. Porém, diferente dos amigos adolescentes, não está preocupado com o futuro, está mais interessado em viver o agora. Com um 7Up batizado nas mãos, ele está pronto para qualquer coisa. Mas nem tudo anda bem para ele. Vive discutindo com a mãe, o pai há anos não dá notícias, e sua namorada Cassidy lhe deu um pé na bunda. Em meio a esse caos, a doce Aimee pode despertar Sutter para outra realidade. E, pela primeira vez, ele tem o poder de fazer a diferença na vida de alguém, ou de arruiná-la para sempre.


CAPÍTULO 1

Bem, são quase dez da manhã, e estou começando a entrar no clima. Em tese, tinha que estar na aula de álgebra II, mas, na verdade, estou dirigindo até a casa de Cassidy, minha namorada gorda e bonita. Ela matou aula para cortar o cabelo e precisa de uma carona até o salão, porque os pais confiscaram as chaves do carro dela. O que não deixa de ser um pouco irônico, considerando que foi castigo por ela ter matado aula comigo na semana passada.

Enfim, tenho uma bela manhã de fevereiro pela frente e estou meio "Quem precisa de álgebra?". E daí se eu tinha que estar dando um gás nas notas antes de me formar, em maio? Não sou desses garotos que já têm tudo planejado para a faculdade desde os 5 anos. Nem sei os prazos de inscrição. Além do mais, não é como se minha educação fosse uma prioridade para meus pais. Eles pararam de tomar conta do meu futuro quando se separaram, e isso foi na Era Pré-Cambriana. Até onde sei, tenho certeza de que uma faculdade pública menor vai me aceitar. E quem disse que preciso de faculdade? Qual é a vantagem?
A beleza está em toda parte. E não é num livro de escola. Nem numa equação. A luz do sol, por exemplo: quente, mas não escaldante. Nem parece inverno. Aliás, igual a janeiro e dezembro. Foi impressionante — este inverno não deve ter tido mais do que uma semana de frio. Cara, esse negócio de aquecimento global é sério. Tipo o verão passado. O verão passado foi peso-pesado. Estou falando de um calor de fritar ovo no asfalto. É como a Cassidy sempre diz: aquecimento global não é para os fracos.

Mas, com esse sol de fevereiro, a luz fica completamente pura e torna as cores do céu, dos galhos nas árvores e dos tijolos das casas de subúrbio tão nítidas que só de olhar é como inspirar ar fresco. As cores entram no seu pulmão, na sua corrente sanguínea. Você é as cores.
Prefiro meu uísque com refrigerante, então encosto o carro numa loja de conveniência para comprar uma garrafa de 7UP daquelas de 2 litros, e nisso vejo um garoto de pé na frente de um orelhão. Um garoto mesmo, uns 6 anos talvez — só de moletom e calça jeans e todo descabelado. Não é um desses meninos arrumadinhos, com roupa de marca e cabelo de artista de TV, como se fossem um gigolô em miniatura. Claro que não teriam a menor ideia do que fazer com uma garota nem se ela viesse numa caixa com instruções na tampa como o Operando ou o Banco Imobiliário, mas eles têm que manter a pose.
De cara, viro para ele e digo:
— Ei, cara, você não tinha que estar no colégio ou algo assim? E ele responde:
— Me dá 1dólar?
—Pra que você precisa de 1 dólar, rapazinho?
— Pra comprar um chocolate pro café da manhã.
E é isso que me chama a atenção. Só uma barra de chocolate para o café da manhã? Meu coração fica todo mole pelo garoto. Ofereço pagar um burrito, e ele topa, desde que também ganhe um chocolate. Quando saímos da loja, dou uma olhada ao redor para avaliar o trânsito com que esse menino vai ter de lidar. Estamos logo ao sul de Oklahoma City — em tese, já é uma cidade completamente diferente, mas do jeito que elas crescem, não dá para saber onde começa uma e onde termina a outra —, então tem muito carro por aqui.

— Olha — falo com ele, que está deixando o ovo pingar no chão. — Esse cruzamento é muito movimentado. O que você acha de pegar uma carona comigo? Assim você não vai ser atropelado por um caminhão e ficar achatado feito um esquilo.

Ele me encara, me avaliando do mesmo jeito que um esquilo talvez fizesse, e decide se entocar de novo. Mas sou um cara que transmite confiança. Também não tenho estilo definido — estou só de calça jeans, tênis velhos e uma camiseta de manga comprida com um Ole! estampado na frente. Meu cabelo castanho é curto demais para precisar ser penteado, e tenho uma brecha entre os dentes da frente que me dão um ar simpático e de bom coração, ou pelo menos é o que dizem. A questão é que não boto medo em ninguém.
Então o garoto resolve arriscar e senta no banco do carona do meu Mitsubishi Lancer. Tenho o carro há um ano, mais ou menos — é prateado com o interior todo em preto, não é novo nem nada, mas é o máximo de um jeito bem básico.

— Meu nome é Sutter Keely — digo a ele. — E o seu?
— Walter — responde ele, com a boca cheia.
Walter. Isso é bom. Nunca conheci um menino chamado Walter. Parece nome de velho, mas acho que você tem que começar em algum lugar.
— Preste atenção, Walter, a primeira coisa que quero que você saiba é que não devia pegar carona com estranhos.
— Eu sei. A Sra. Peckinpaugh ensinou isso quando falou de Estranhos e Perigos.
— Que bom. Tenha isso em mente no futuro.
— É, mas como você sabe quem é estranho?

E isso me deixa sem ação. Como você sabe quem é estranho? Senhoras e senhores, essa é a cabeça de uma criança. Ele não entende que as pessoas podem ser perigosas só porque você ainda não as conhece. Provavelmente tem um monte de imagens sinistras de como um estranho deve ser: chapéu preto e torto, casacão comprido, cicatriz no rosto, unhas longas, dentes afiados. Mas, se você parar para pensar, aos 6 anos nem se conhece tanta gente assim. Deve ser desconcertante ter que suspeitar de 99 por cento da população.
Começo a explicar a ele sobre os estranhos, mas sua capacidade de concentração não é tão boa assim, e ele se distrai me observando colocar uísque na garrafa de 7UP.
— O que é isso? — pergunta.
Respondo que é Seagram's V.O., e então ele quer saber por que estou colocando isso no meu refrigerante.
Olho para ele, e seus olhos grandes e redondos parecem realmente interessados. Ele quer mesmo saber. O que posso fazer? Mentir?

Então explico:
— Bem, porque gosto. É suave. Tem um sabor meio defumado. Costumava beber os bourbons do sul do país. Jim Beam, Jack Daniel's. Mas eles são muito pesados se o que você quer é uma onda tranquila, sem pressa e que dure o dia todo. E, em minha opinião, as pessoas notam no seu hálito com mais facilidade. Cheguei a experimentar o Southern Comfort, mas é doce demais. Não, agora meu lance são os uísques canadenses. Embora eu seja famoso por preparar um martíni excelente.
— O que é um martino? — insiste ele, e resolvo que é hora de encerrar as perguntas, antes que passe a manhã inteira dando aula de bartender para o moleque. É um bom garoto, mas minha namorada está me esperando, e ela não é das pessoas mais pacientes do mundo.
— Olha, não estou com muito tempo. Pra onde você está indo?
Ele coloca o último pedaço de burrito na boca, mastiga e anuncia:
— Flórida.
Não sei as distâncias de cabeça, mas estamos em Oklahoma, então a Flórida fica a uns bons cinco estados, no mínimo. Falo isso para ele, e ele me pede para deixá-lo na saída da cidade, que ele faz o resto sozinho. E está falando sério.
— Estou fugindo de casa — confessa.

Ah, esse garoto só melhora. Fugindo para a Flórida! Dou um gole no uísque com refrigerante e visualizo exatamente o que ele deve ter em mente: um sol enorme e laranja mergulhando no mar mais azul que você já viu, com palmeiras se curvando à sua grandiosidade.
— Olha, Walter. Posso perguntar por que você está fugindo de casa?
Ele fita o painel do carro.
— Porque minha mãe fez meu pai sair de casa, e agora ele está na Flórida.
— Ah, que droga. Sinto muito, cara. Aconteceu a mesma coisa comigo quando era garoto.
— E o que você fez?
— Fiquei puto, acho. Minha mãe não me dizia para onde meu pai tinha se mudado. Não fugi de casa, mas acho que foi mais ou menos na época em que taquei fogo na árvore do quintal. Não me lembro bem por quê. Mas foi uma visão e tanto.
Isso o deixou empolgado.
— Sério, você tacou fogo numa árvore inteira?
— Não vai inventar de me imitar. Você pode se encrencar feio se fizer uma coisa dessas. E você não iria querer deixar os bombeiros com raiva de você, não é?
— Não.
— Então, sobre esse negócio de fugir de casa, entendo perfeitamente. Você iria poder ver seu pai e ainda ter um monte de aventuras e tudo o mais. Nadar no mar. Mas pra falar a verdade, não acho que seja uma boa ideia. A Flórida é muito longe. Se você tentar ir a pé, não vai encontrar uma loja de conveniência em cada esquina. E aí, onde iria arrumar comida?
— Posso caçar.
— É verdade. Você tem uma arma?
— Não.
— Uma faca, um pedaço de pau, um anzol talvez?
— Tenho um taco de beisebol, mas está lá em casa.
— Pois então, você não está preparado. Talvez devesse voltar e pegar o taco de beisebol.
— Mas minha mãe está em casa. Ela acha que estou no colégio.
— Não tem problema. Eu falo com ela. Vou explicar tudo.
— Sério?
— Claro.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Harry Potter aparece com 34 anos em novo texto de J. K. Rowling

Harry Potter está ficando grisalho, Ron Weasley está ficando careca e Hermione Granger se divide entre o trabalho e o cuidado dos filhos. O trio de bruxos mais famoso da literatura reaparece, sete anos após o fim da série de livros sobre eles, em novo texto publicado por J. K. Rowling no site Pottermore.com.


O texto de 1.500 palavras foi publicado hoje no site e é narrado pela colunista de fofoca do mundo dos bruxos, Rita Skeeter, que escreve no jornal “Profeta Diário”. Em formato de notícia de jornal, a história mostra os três personagens na final da Copa do Mundo de Quadribol.

Ácida como nos livros da saga, Rita Skeeter alfineta os personagens em seu relato. Harry Potter aparece com uma cicatriz no queixo, o que a leva a especular que é fruto de seu trabalho como “auror”, uma espécie de polícia do mundo mágico na série de livros. Ele usa seus famosos óculos redondos, o que também é alvo de chacota pela colunista. "Prestes a fazer 34 anos, há mechas grisalhas no cabelo do famoso auror, mas ele continua a usar seus famosos óculos redondos, que muitos podem dizer que cabem melhor a um garoto de 12 anos sem noção de moda", ironiza Rita.

Gina Weasley, sua mulher, trabalha como repórter no torneio — o que faz Rita questionar se ela tem talento para o jornalismo ou se ser mulher de Harry Potter não lhe abriu algumas portas.

O texto revela que Ron Weasley, braço direito do bruxo, chegou a trabalhar para o Ministério da Magia, mas deixou o emprego para se dedicar ao ramo de truques de humor junto a seus irmãos. A colunista de fofoca questiona sua saúde mental, depois dos eventos que derrotaram Lorde Voldemort ao fim da saga de livros. "Ele não mostra nenhum sinal de problemas mentais à distância, mas não é permitido ao público se aproximar para fazer uma análise mais detalhadas. Isso é suspeito", escreve a fofoqueira.

Hermione Granger, mulher de Ron, é mostrada como uma “femme fatale”. Ela trabalha no Departamento de Execução das Leis da Magia e é cotada para ocupar um alto posto na instituição, dado o sucesso de seu trabalho. Mesmo assim, ela cuida de dois filhos, o que faz Rita questionar: "Hermione Granger prova que uma bruxa pode ter tudo? (Não. Olha o cabelo dela.)"

O texto publicado por Rowling faz parte de uma série sobre a Copa do Mundo de Quadribol. O próximo deles será publicado dia 11 de julho e vai mostrar Gina Potter, agora repórter, cobrindo o torneio.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Estúdio retoma filme baseado no 1º livro de John Green

‘Quem É Você, Alasca?’, primeiro romance do autor de ‘A Culpa É das Estrelas’, deve ganhar roteiro escrito pela atriz e diretora canadense Sarah Polley


Depois do sucesso esmagador da adaptação para o cinema do livro A Culpa É das Estrelas, os estúdios de Hollywood comemoram sua nova galinha dos ovos de ouro, a obra do escritor John Green. O primeiro romance do americano, Quem É Você, Alasca?, tem seus direitos de adaptação vendidos para a Paramount desde 2005, mas só agora vai sair do papel, segundo o site da revista The Hollywood Reporter.

Recentemente o autor confirmou a informação. O roteiro e a direção devem ficar por conta da atriz e diretora canadense Sarah Polley, responsável pelo premiado documentárioHistórias que Contamos (2012). A produção é de Mark Waters, diretor de Meninas Malvadas(2005), e Jessica Tuchinsky, produtora de (500) Dias com Ela (2009). 

sábado, 5 de julho de 2014

Conto de Beckett rejeitado há 80 anos é publicado

Quando a editora britânica Chatto & Windus decidiu publicar o primeiro livro de ficção de Samuel Beckett, em 1933, uma coleção de dez histórias intitulada “More Pricks Than Kicks”, ela pediu que o autor irlandês escrevesse outra para fechar a edição com chave de ouro.


Mas houve um problema. Beckett havia matado o protagonista do livro, um intelectual de Dublin chamado Belacqua Shuah, em um conto anterior. Logo, ele teve que ser ressuscitado. Um segundo contratempo surgiu. O editor de Beckett, Charles Prentice, achou que a nova história do escritor, “Ossos do eco”, não era lá das melhores.

“É um pesadelo”, escreveu Prentice para Beckett. Este foi o início de uma das grandes cartas de rejeição da história da literatura. “(O conto) me dá calafrios. As pessoas vão ter arrepios. Elas ficarão confusas e perplexas.”

Oito décadas depois, a Grove, editora que publica a obra de Beckett nos EUA, coloca “Ossos do eco” nas prateleiras pela primeira vez. É um livro lindo que recebeu uma ótima edição. As 49 páginas do conto quase se perdem entre prefácio, introdução, notas, fac-símile do texto original, uma seleção de cartas trocadas entre Prentice e Beckett, uma bibliografia e 57 páginas de (excelentes) anotações do editor do livro, Mark Nixon.

Vale a pena abrir caminho por esta ostra para retirar uma pérola. “Ossos do eco” é um trabalho relativamente menor, mas é um texto pungente da fase inicial da carreira de Beckett, escrito enquanto ele ainda estava sob as asas de seu mentor, James Joyce. Contudo, há um cenário próprio de seu estilo: rude, surreal, sombrio, sexualmente adormecido, seco feito um osso. Vale ler “More pricks than kicks” antes, mas a história se sustenta de maneira independente.

Como uma peça de teatro, “Ossos do eco” apresenta três atos. No primeiro, Belacqua renasce e se involve com uma prostituta chama Miss Zaborovna Privet. No segundo, conhecemos um gigante chamado Lorde Gall de Wormwood, cuja mulher é estéril. (A assistência sexual de Belacqua pode ser utilizada). No último, Belacqua se senta em sua lápide enquanto vê seu túmulo ser profanado. Estes elementos não são coerentes; eles não constroem nada; são como escadas que levam diretamente ao teto. Todavia, os prazeres da história são reais, e residem na escrita “diabólica” de Beckett.

Não está claro se o escritor tinha a intenção de publicar o conto algum dia. Ele teve a oportunidade de inclui-lo em edições posteriores de “More pricks than kicks”, mas não o fez.

Sorte nossa que o conto foi finalmente lançado. “Ossos do eco” é um manifesto punk (Beckett tinha 27 anos quando o escreveu) que comprova a importância que o autor ainda tem nos dias de hoje.

A edição brasileira do livro, com tradução de Caetano Galindo, será lançada pela Globo Livros em setembro.