quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Única vai publicar peça que deu origem ao filme ‘Fences

Nos EUA, o filme Fences, baseado na aclamada peça teatral escrita por August Wilson e ganhadora do Prêmio Pulitzer de Teatro em 1987, estreia nos cinemas no dia 25 de dezembro.

Dirigido e estrelado por Denzel Washington, o filme retrata as vivências dos africano-americanos no século XX ao apresentar a vida de Troy Maxson e os conflitos vividos por sua família, que são intensificados quando seu filho, Cory, decide seguir carreira no beisebol – antigo sonho do pai. Troy aprendeu a viver num mundo hostil, uma América onde ser negro e orgulhoso significava sofrer pressões capazes de quebrar a alma e o corpo de um homem.

A estreia do filme no Brasil ainda não tem data marcada, mas está prevista para acontecer entre janeiro e fevereiro. Apostando no potencial do filme, que já concorre a dois Globo de Ouro, a Única (Gente) prepara a publicação da versão brasileira da peça. O livro deve chegar às livrarias em fevereiro.

Fonte: PublishNews


domingo, 27 de novembro de 2016

Obra de Ariano Suassuna vai para Nova Fronteira

Casa que já publicava ‘O auto da Compadecida’ passa a publicar a obra completa, além dos inéditos deixados pelo escritor pernambucano morto em 2014

Logo depois da morte de Ariano Suassuna, em julho de 2014, a imprensa se movimentou para noticiar a existência de um livro inédito deixado pelo fundador do Movimento Armorial. O que poucos sabiam, no entanto, é que, além deste livro sobre o qual Ariano se debruçou por mais de 30 anos, havia diversos outros títulos jamais publicados. Há peças de teatro, romances, além de um livro de poesia. Tudo isso será publicado pela Nova Fronteira, que já tem O auto da Compadecida e A pena e a leino seu catálogo. Além disso, as demais obras do autor já publicadas e que estavam com a José Olympio também vão para o catálogo da casa. “Tínhamos dois livros dele, agora temos todos”, comemorou Daniele Cajueiro, diretora editorial da Nova Fronteira.

“Só se falava de um livro [Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores]. Fiquei muito surpresa ao saber que tinha tantos inéditos”, comentou Cajueiro. Para ela, a quantidade de inéditos deixados por Suassuna tem a ver com o esmero que o autor tinha com as suas obras. “Ele era uma pessoa muito perfeccionista e trabalhava a obra como uma grande obra de arte”, sentenciou. O inventário do legado inédito de Ariano foi feito por Carlos Newton Jr., que foi aluno de Ariano em Recife.

Em 2015, quando se soube do tamanho exato do acervo, a família e agente literária Lúcia Riff, que representa a obra do autor, convidaram algumas editoras para apresentarem projetos para publicação tanto dos inéditos quanto para absorver os títulos que vinham sendo publicados pela José Olympio cujos contratos vencem agora em novembro. “Oferecemos a obra do Ariano para as editoras que já publicavam o autor ou que tinham uma ligação especial com ele e depois avaliamos, junto com a família. As propostas foram muito boas, muito bem feitas. A escolha foi bem difícil”, disse Lúcia Riff ao PublishNews. A agente explicou que a experiência em trabalhar obras clássicas (recentemente, a casa publicou edições caprichadas de Obra poética de Fernando Pessoa, Grandes obras de Nietzsche e Grandes obras de Dostoievski: Crime e castigo e Os irmãos Karamazov) e a carreira bem-sucedida de O auto da Compadecida na casa pesaram na decisão.

Romance de Dom Pantero no palco dos pecadores, composto por dois volumes (O jumento sedutor e O palhaço tetrafônico), sai em maio, quando também saem as novas edições de Romance d´a Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, publicado originalmente em 1971. Para o segundo semestre, a Nova Fronteira prepara A história d’o Rei Degolado nas caatingas do sertão, também dividido em dois volumes: Ao sol da onça Caetana (1977) e As infâncias de Quaderna, esse segundo publicado em folhetins no Diário de Pernambuco entre 1946 e 1977 e ainda inédito no formato livro.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A desconhecida que superou Verissimo e Rubem Fonseca


Divulgado no último dia 11, o Prêmio Jabuti 2016 causou surpresa, pelo menos na categoria “Contos e Crônicas”. Ainda pouco conhecida, a escritora gaúcha Natalia Borges Polesso, de 35 anos, derrotou nomes como Rubem Fonseca, Luis Fernando Veríssimo, Luiz Eduardo Soares e Antonio Carlos Viana. Nem mesmo a própria autora, que foi recompensada por seu segundo livro de contos, “Amora” (Não Editora), imaginava que iria vencer.


— Conhecendo o trabalho das escritoras e dos escritores que figuravam entre os finalistas, pensei que ali entre os dez já estava a minha imensa alegria e comemoração — conta Natalia, em entrevista por email. — Quando saiu o resultado demorei alguns minutos para entender.

Natalia publicou a sua primeira coletânea de contos, “Recortes para álbum de fotografias sem gente” (Modelo de Nuvem), em 2013 — um projeto inaugural e “um tanto cru em termos de técnica”, como ela mesmo define, que juntava vários recortes em prosa poética. Depois de um livro de poemas (“Coração na corda”), veio “Amora”, uma obra mais pensada. A ideia era trabalhar com protagonistas lésbicas, falando sobre relações de afeto, mas não de maneira erótica.

— A gente fala lésbica e a galera já pensa em sexualidade — diz a autora. — O erotismo tangencia alguns contos, mas estou mais preocupada em contar histórias de vida. Os textos tratam de vários tipos de relação, desde curiosidades infantis por figuras enigmáticas ou estranhas até amores adultos e na velhice. Nesses três livros que publiquei, tratei direta ou indiretamente de relações homoafetivas. Com o tempo, fiz desse ponto de vista uma escolha estética, porque acho importante que essa experiência seja vista, reconhecida e respeitada.

Moradora de Caxias do Sul, uma cidade de 500 mil habitantes no Rio Grande do Sul, que ela não considera nem “interior” nem “grande centro” do Brasil, Natalia vive numa espécie de meio termo de espaço e de mentalidade. Embora não saiba dizer se isso faz dela uma “escritora periférica”, acredita que, como mulher e lésbica, acaba ocupando “um lugar de fala que faz um contraponto necessário num mar de vozes masculinas”.


— Personagens lésbicas não são uma novidade na literatura brasileira, mas parece-me que é um assunto pouco explorado — diz. — Quero pensar que hoje existem mulheres escrevendo sobre isso e de todos os pontos de vista possíveis. E quero essas vozes em feiras e festas literárias. Quero dizer: estamos aqui escrevendo e (r)existindo.

maxmorenooficial.com.br


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Programa TPM entrevista o escritor Max Moreno


Na entrevista concedida ao programa TPM (Tudo Pode Mudar), Max fala sobre sua trajetória de vida, seu livro de estreia (A Outra Sombra), novos projetos e o desafio de ser escritor no Brasil.





Livro no Skoob

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Max Moreno é entrevistado pela Galega (e seus Livros)


Olá, pessoal.

Dias atrás, recebi uma mensagem da Galega (Galega e seus Livros) me perguntando se eu podia conceder uma entrevista a seus leitores. Fiquei, de fato, muito feliz em poder compartilhar um pouco da minha história e alguns dos meus planos literários. Agradeço a galega pela gentileza do convite.



O conteúdo da entrevista você confere aqui.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

A Outra Sombra - Resenha

Resenha: A Outra Sombra - Max Moreno

''Lembrei-me da ternura sempre presente nos olhos de minha mãe. A paz e a suavidade transmitida naquele olhar valiam mais do que mil palavras. Sua maneira de olhar e de falar me transporta para um mundo mágico, onde nada podia me atingir. Uma fortaleza, longe de anjos e demônios, onde eu estava protegido de todo o mal. Lembrei-me do abraço forte e protetor de meu pai; da sua voz rouca e firme, num perfeito contraste entre suavidade e o cansaço; do seu jeito de sorrir. Percebi que lágrimas me escorriam na face. Eu ainda tinha tanto para dizer! Mas não houve tempo. O anjo da morte, sempre implacável, chegou primeiro. Interrompeu todos os meus sonhos.''


Terminei esse livro arrepiada. Com um forte aperto no coração e com os olhos borrados de tanto chorar. Chorei bastante depois de terminar de ler. Aquele momento em que o livro acaba e você olha para o nada. Fica ali fitando a parede branca enquanto absorve e entende a mensagem central. Interpreta o que de bom aquela obra trouxe pra você. E chora mais um pouco quando compreende. Respira. Toma uma água e senta para escrever. Foi o que aconteceu comigo ao ler o livro A Outra Sombra do autor Max Moreno.

''Compreendeu que ninguém está imune ao lado bestial da natureza humana.''

Nada poderia ter me preparado para esse tipo de leitura e reflexão. Quando li a sinopse não sabia muito bem o que esperar, sabia que um dos temas do livro seria a morte. Pensei em algumas coisa estilo suspense e terror, talvez. Não foi o que encontrei. Encontrei uma história simples e direta, forte.Em parte o tipo de coisas que podem acontecer com milhares de pessoas, nesse grande mundo. Por outra parte mexe com um lado de crenças e religião até! Cada um tem o seu. Ou você acredita ou não. Afinal... quem somos nos para afirmar o que acontece com as pessoas após a morte? Existe vida? Céu e inferno? Anjos? Purgatório?

''Somente um coração puro pode ser digno de perdão.''

Tudo começa com um acidente. Um acidente que mata três jovens. Somente o espírito de Vinicius permanece na terra. Ele terá que passar por algumas missões. Essas missões se entrelaçam com três história completamente diferentes. Cada uma com um propósito, uma reflexão. Uma lição. Cada missão mostra histórias que poderiam acontecer com qualquer pessoa, caminhos que tomamos e nos levam a um determinado fim. Nem sempre feliz. É difícil para mim inclusive pensando na vida e na ficção ver a morte direta ou indireta como um final feliz.

''O amor é um campo mimado onde a felicidade e a profunda decepção andam lado a lado, numa espécie de linha tênua que delimita o paraíso e o inferno.''

As missões:
A primeira história foi a que mais mexeu comigo em todos os sentidos. Temos uma família feliz. Tudo esta muito bom, muito bem, quando determinado dia uma menininha que ia até a casa da vó mostrar seu desenho... Desaparece. Nunca chega ao seu destino. Juliana! O que aconteceu com Juliana? Essa história foi brutal para mim. Senti muita raiva, muito ódio. Pensar que isso realmente acontece. Que o ser humano pode cometer mais brutalidades que um animal irracional, foi muito pesado. Ao ponto de eu ter que parar e respirar, algumas vezes ao longo da leitura.

A segunda missão me emocionou. Me alegrou em determinado ponto e me entristeceu em outro. Conta a história de Iracema, umas senhora idosa sozinha em um hospital em um estado de câncer terminal. De todas as histórias foi a que terminei mais feliz. E ai vem a minha concepção de final feliz. E durante todo o livro eu me lembrei de uma criança que foi mencionada nessa história, ante de chegarmos a Dona Iracema. Arrepios de novo e mais lágrimas.

'' - Trata-se de uma provação - disse Josué.
- Perderam a Fé. Não acreditam mais que para Deus nada é impossível.
Concordei num breve gesto com a cabeça. Não quis demonstrar que já me sentira assim várias vezes. Creio que, pelo menos uma vez na vida, muitas pessoas já se sentiram assim, abandonadas pelo criador. Como se Ele não nos ouvisse mais. Como se as nossas súplicas não fossem dignas de Sua infinita bondade.''

A terceira missão. Já mexeu com uma concepção minha de outra forma. O homem cometeu atos horríveis. Não foi bom desde pequeno, mas havia sombra em volta dele. Descritas como vozes que sussurravam e o induziam a fazer determinadas coisas. Doença? Espíritos ruins? Vai do que cada uma credita. Eu acredito que os espíritos podem sim influenciar os atos das pessoas. Mas se essas pessoas tem saídas, em se entregar ou não! Já é outra história. Claro que é minha opinião aqui!

''Detive-me a menos de dois metros do homem e pude constatar algo assustador. Havia sombras próximas a ele. Pareceu-me que espíritos das trevas sussurravam dissimuladamente ao seu ouvido. Concluí que talvez eu houvesse sido enviado ali para livrá-lo de tais sombras.''

Com temas como violência contra a mulher, contra crianças, Abandonos de idosos, entre outros o Autor mescla com uma escrita maravilhosa e até poética e brinca com nossas concepções, nossas crenças. A visão que temos da morte! Foi um livro maravilhoso, pesado para mim em algumas partes. Mais incrível. Toda a sua mensagem. Toda a forma de abordagem me fez terminar a obra muito emocionada.

'' Isso não me pareceu um bom sinal, pois quando os anjos não se pronunciam, é porque a luz não chegará aquele espírito.''

Quando eu li A Culpa é das estrelas, eu terminei o livro de forma e sentimentos muito semelhantes, apesar de serem temas e abordagens diferentes, eu terminei a resenha dizendo que se eu pudesse falar alguma coisa para o autor, eu diria muito obrigada. E agora com essa Obra eu tive a chance de poder agradecer ao Autor, de terminar e ir lá e deixar um recadinho para o Max dizendo: ''Muito obrigada por escrever esse livro!'' - se eu pudesse eu entregaria um exemplar na mão de cada seguidor meu e diria: ''Leia! Vai fazer bem para você!
Vai te fazer enxergar a vida com outros olhos!'' - eu faria!

''Sustentavam que o amor constitui a base de tudo nesta vida e que qualquer outra coisa, por maior ou mais importante que poça parecer, é mero detalhe.''

Um livro muito bonito, bruto, misterioso, instigante! Aquele tipo de Obra que todos deveriam ler!

'' O que é denominado por muitos destinos, eu chamo de caminho.''



Download gratuito do livro aqui

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Amazon e Nova Fronteira anunciam prêmio para escritores independentes

Amazon e a editora Nova Fronteira anunciaram a criação do Prêmio Kindle de Literatura, voltado a escritores independentes. Os concorrentes devem publicar suas obras em formato digital exclusivamente no Kindle Direct Publishing (KDP), plataforma de autopublicação da Amazon.


O vencedor, a ser anunciado em 17 de janeiro de 2017, vai levar R$ 20 mil e um contrato com a Nova Fronteira para publicar a versão impressa do livro. As inscrições foram abertas nesta quinta e vão até 30 de novembro.

As exigências para participar do Prêmio Kindle de Literatura são:

– o romance precisa ser inédito, escrito em português e publicado originalmente de graça em formato digital no KDP (a ferramenta é gratuita) entre 1º de setembro e 30 de novembro.