sexta-feira, 4 de julho de 2014

A Outra Sombra - Nova resenha + Sorteio ;)

Olá, pessoal!
Confira a nova resenha + sorteio do livro A Outra Sombra no blog Cemitério dos Posts Esquecidos (Allison Feitosa).  



Estórias de superação, amor, traição, drama, permeiam a narrativa de Max Moreno, tornando a escrita do autor fluida e de fácil compreensão.

A brevidade da vida é muito bem retratada durante a leitura e quando nos deparamos com situações comuns que podem acontecer a qualquer instante com qualquer pessoa e passamos a refletir sobre pensamentos e pequenas ações que costumam atravessar nossas vidas, é que percebemos o quanto somos egoístas e nunca damos o devido valor as dores alheias.

Falando sobre assuntos pesados e com uma narrativa inquietante somos levados junto com o personagem principal para conhecer as partes mais sombrias (...)


Leia a resenha completa aqui!

Biografia de Torquato Neto chega às livrarias em edição ampliada


Torquato Neto foi um poeta mais situado nas letras das suas canções do que nos livros. Em sua abreviada vida, marcou a poesia e a música brasileira _ um dia após completar 28 anos, em 1972, suicidou-se por inalação de gás. Um dos líderes conceituais do tropicalismo, foi parceiro de músicos como Jards Macalé e Luiz Melodia, compondo faixas emblemáticas como Pra Dizer Adeus (com Edu Lobo) e Louvação (com Gilberto Gil). Reverenciado por poetas como Ana Cristina Cesar, Paulo Leminski e Waly Salomão, abriu caminho para uma geração de novos autores nos anos 1970 com sua poética fragmentária e se tornou referência da contracultura no Brasil a partir da coluna Geleia Geral no jornal Última hora, em 1971, e da idealização da revista de poesia Navilouca.

Essa rica trajetória é narrada em A Biografia de Torquato Neto, originalmente lançada em 2005 e que agora ganha reedição ampliada _ o jornalista curitibano Toninho Vaz, também autor da biografia de Paulo Leminski (O Bandido que Sabia Latim), quis relançar o livro que acredita ter passado despercebido à época. Em mais de 400 páginas, apresenta o perfil lírico e conturbado do jovem jornalista Torquato Neto, que, ao mesmo tempo, causa curiosidade e estranheza. Afinal, quem foi esse rapaz, filho único, nascido em Teresina, Piauí, porta-voz da tropicália que rompeu com os amigos baianos e destruiu parte da sua obra literária, foi internado em hospitais psiquiátricos e pensou a poesia para além da página. Mais: provocou o cinema novo e deu régua e compasso para novas expressões poéticas _ era leitor de poesia concreta, Antonin Artaud e Oswald de Andrade e fã de Carlos Drummond de Andrade a ponto de segui-lo pelas ruas de Copacabana. Nenhuma dessas facetas de Torquato escapa do texto minucioso de Toninho Vaz.

O poeta das elipses, dos inesperados curtos-circuitos entre as palavras e da sintaxe descontínua, faria 70 anos neste novembro. Além da reedição do livro de Vaz, está previsto o lançamento de um documentário a respeito de Torquato para 2015. É mais uma chance de mergulhar na obra do autor que tinha, entre suas frases mais conhecidas, este verso do poema Cogito: "Eu sou como eu sou/ pronome/ pessoal intransferível/ do homem que iniciei/ na medida do impossível".

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Morre Ivan Junqueira, membro da Academia Brasileira de Letras, aos 79 anos

Morreu nesta quinta-feira, aos 79 anos, Ivan Junqueira. Sexto ocupante da cadeira de número 37 da Academia Brasileira de Letras, o carioca teve insuficiência renal. Segundo antecipou o colunista Ancelmo Gois, ele estava internado no hospital Pró-Cardíaco havia mais de um mês.


O corpo do acadêmico está sendo velado no Salão dos Poetas Românticos, no Petit Trianon da Academia Brasileira de Letras, de onde sairá às 15h para ser sepultado no mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Poeta, ensaísta, tradutor e crítico literário, vencedor de importantes prêmios como o Jabuti de poesia por "A sagração dos ossos" (1994) e "O outro lado" (2007), Junqueira completaria 80 anos em novembro. Para marcar a data, que concide com seus 50 anos de carreira literária, sua editora, a Rocco, estava planejando o lançamento de dois livros inéditos do autor: "Essa música", de poemas, para este mês, e "Reflexos do sol posto", coletânea de ensaios, previsto para outubro, mas que deve ser adiantado para agosto.

Em "Reflexos do sol posto", Junqueira reflete sobre o cenário das letras brasileiras em críticas e análises feitas ao longo dos últimos anos e dedica um espaço especial à poesia. Quase premonitório, logo nas primeiras páginas ele avisa o leitor que esta deveria ser sua última reunião de ensaios. Já em "Essa música", seu amigo e crítico Alfredo Bosi afirma na quarta-capa que, com a obra, ele "alcança o zênite de sua trajetória poética". Também sobre o livro, o poeta Marco Lucchesi afirma: "'Essa música', essencialmente atonal, perfeitamente esquiva, contínua e sincopada é uma pauta de raro encantamento” no texto de abertura da orelha.

Também em ocasião de seus 80º aniversário, a Editora Nova Fronteira programou a edição de bolso da premiada tradução dos poemas de T. S. Eliot, de 1981, que mereceu dez edições. Outras obras do Acadêmico, como "O outro lado" (Record) e "Testamento de Pasárgada" (Global), antologia crítica sobre Manuel Bandeira, também estão no prelo para ganhar novas edições.

Junqueira foi o sexto a assumir a cadeira de número 37 da ABL, em 2000, ocupando a vaga deixada por João Cabral de Melo Neto. Nascido no Rio em 3 de novembro de 1934, estudou medicina e filosofia na Universidade do Brasil (atual UFRJ), sem concluir nenhum dos dois cursos. Em 1963, começou a trabalhar como jornalista na "Tribuna da Imprensa", tendo passado pelas redações do "Correio da Manhã", "Jornal do Brasil" e "O GLOBO".

Também foi colaborador das enciclopédias Barsa, Britannica, Delta Larousse, entre outras, além do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro editado pela Fundação Getúlio Vargas. Na Funarte, foi editor da revista "Piracema" e chefe da Divisão de Texto da Coordenação de Edições, tendo se aposentado no serviço público em 1997. Na Fundação Biblioteca Nacional, foi editor-adjunto e depois editor executivo da revista "Poesia sempre", entre 1993 e 2002.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Nova biografia de Carlos Drummond de Andrade será lançada em 2017


A notícia é boa, mas o leitor terá de esperar um pouco: o jornalista Humberto Werneck está começando as pesquisas para o livro que escreverá sobre Carlos Drummond de Andrade (na foto, aos 2 anos). A obra foi encomendada pela Companhia das Letras, que prevê o lançamento para 2017. 

“Drummond é meu poeta. Ele fala por mim as coisas que não dou conta de falar. Quero juntar os cacos e ver que xícara dá”, diz Werneck, que é cronista do Caderno 2 e autor de perfil de Chico Buarque, da biografia de Jaime Ovalle e de O Desatino da Rapaziada – Jornalistas e Escritores em Minas Gerais (1920-1970), do qual o poeta é um dos personagens. 

Nos seus planos está uma visita ao genro de Drummond, Manuel Graña Etcheverry, que, aos 98, vive no interior da Argentina.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Mussum tem sua história contada em biografia

Muitos conheceram o Trapalhão. Mas Antônio Carlos Bernardes Gomes, ou apenas   Mussum (1941-1994), era bem mais do que isso. Ele foi sambista de sucesso no grupo Os Originais do Samba, comandou a ala das baianas na Estação Primeira de Mangueira e até serviu a Aeronáutica. 


Toda essa história é destrinchada na biografia Mussum Forévis - Samba, Mé e Trapalhões (LeYa/R$ 49,90/432 págs.), do jornalista Juliano Barreto, 31. O livro será lançado sábado, no mês de 20 anos da morte de Mussum, que não resistiu a um transplante de coração, em 29 de julho de 1994, em São Paulo. Juliano começa passeando pela difícil infância no Morro da Cachoeirinha, em Lins de Vasconcelos, no Rio. Nessa época, ele comia restos de comida nas casas nas quais sua mãe trabalhava como doméstica. Depois, passou maus bocados no rígido internato Fundação Abrigo Cristo Redentor, onde fez curso de mecânico.

Com o que aprendeu, serviu a Aeronáutica até a paixão pelo samba e pela Mangueira falar mais alto. O Carlinhos do Reco-Reco, como era conhecido até então, comandou a ala das baianas e fez sucesso com os grupos Os Sete Modernos do Samba e Originais do Samba. E era sambista de mão cheia. Fez parcerias com feras como Elis Regina (1945-1982), Jair Rodrigues (1939-2014) e Martinho da Vila. Nos 15 discos, gravou nomes como Baden Powell (1937-2000), Zeca Pagodinho, Adoniran Barbosa  (1910-1982), Chico Buarque, Erasmo e Roberto Carlos; e rodou o mundo, fazendo sucesso principalmente no México. 

Internato  
“O livro tem algumas curiosidades, como o período que ele estudou num colégio interno rígido. Isso não combina com um cara tão bem humorado como Mussum. Fora esse lado de músico de talento, com carreira de sucesso. O senso comum achava que ele era um humorista que tinha uma banda, mas ele era um músico que relutou muito em ir para a televisão”, pontua o autor Juliano Barreto.

A inspiração para escrever a biografia não poderia vir em local mais apropriado já que Mussum adorava um ‘mé’. “Não foi nobre. Foi num boteco. Até por já ter tomado umas cervejas, lembrei do Mussum. A ideia inicial era reunir apenas histórias dele em contos, mas durante a pesquisa vi que a história de vida dele era muito interessante, muito além da televisão”, conta Juliano.

O jornalista paulista garante que não houve nenhum tipo de censura da família. “É uma biografia autorizada e a família só vai ler quando o livro sair. Foi uma imposição pro projeto ser lançado. Portanto não houve nenhum tipo de censura, nenhuma interferência. Eu que tive de me censurar para não sair elogios demais”, diz. 

Trapalhões  O que vem em sequência são os capítulos que devem despertar maior interesse do público: os dedicados aos Trapalhões. Já apelidado de Mussum por Grande Otelo (1915-1993), em referência ao peixe escorregadio, fez sua primeira aparição num programa de humor na Escolinha do Professor Raimundo. “Eu brincava de falar assim enrolado. O Chico Anysio que falou pra mim não Mussum, você deve usar mais ‘tranquilis’, o ‘como de fatis’ e ‘não tem problemis’”, disse Mussum, certa feita, em entrevista a Globo. E essas palavras terminadas em ‘is’ viraram sucesso nos Trapalhões e seguem até hoje como memes na internet. Dedé Santana foi quem convidou Mussum para integrar a trupe, que chegaria a ter 80% da audiência aos domingos. 

Mas Mussum resistia à ideia: “Eu não me acho humorista. Humorista é o Jô Soares, Dedé Santana, Zacarias. Eu sou cômico, sou um caricato”. “Não éramos só colegas, mas amigos de verdade. Nós frequentávamos a casa um do outro e conhecíamos toda a família. Ele já era meu amigo antes dos Trapalhões”, conta Dedé. 


Medo de cobra 
“O Mussum estava sempre alegre, brincando e dando apelido para as pessoas. Quando me lembro dos apelidos, acho graça até hoje”, diz Dedé, que conta ainda uma curiosidade sobre o amigo. “Ele não podia gravar com cobra, tinha pavor. Aí quando tínhamos de gravar com o bicho de qualquer maneira, era preciso arranjar um dublê ou uma cobra de mentira. Tivemos várias situações em que ele travou completamente, uma delas foi em Marrocos, nós gravamos  perto de umas najas e ele não queria mais ficar, estava louco para voltar para o Rio, de tanto medo”, ressalta, entre risos.  

O grupo estourou não só na TV, mas também no cinema: bateram recordes de bilheteria com 28 filmes e são populares até hoje com vídeos no YouTube. “Eu acho que Os Trapalhões foi uma bênção nas nossas vidas. Eu mesmo às vezes fico admirado com as pessoas que me abraçam e se emocionam ao me verem, me param e dizem que são muito fãs até hoje. E o que me admira mais ainda é que ainda hoje as pessoas acompanham e os filhos, que não eram nascidos na época, também conhecem o nosso trabalho. Creio que o Didi também se emocione muito com isso”, afirma Dedé. 

Por seus maneirismos, talvez, Mussum é o mais cultuado pelas novas gerações. Ganhou memes nas redes sociais, estampa uma linha de camisetas e virou cerveja Biritis, lançada por Sandro Gomes, um de seus cinco filhos. “O Mussum se encaixou bem no formato da internet, de vídeos curtos e jeito fácil de  imitar. Tudo que é fácil tem esse efeito viral”, observa Juliano. O autor acredita que apesar dos tempos politicamente corretos, Mussum ainda teria espaço hoje: “Já havia pressão naquela época. Mas as coisas mudaram e hoje racismo é crime e a sociedade não tolera. Mas ele continuaria engraçado e fazendo piadas no limite”.

Matéria original: Correio 24h

Só duas mesas da Festa Literária Internacional de Paraty ainda têm ingressos disponíveis


A procura foi grande e, logo no primeiro dia, 18 das 20 mesas da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2014 — que vai de 30 de julho a 3 de agosto — tiveram todos ingressos vendidos. Por volta das 19h desta segunda-feira, só estavam disponíveis entradas para as mesas “Os sentidos da paixão”, com chileno Jorge Edwards e o português Almeida Faria, e a “Livro de cabeceira”, onde vários autores convidados leem e comentam trechos dos seus livros preferidos. Ambas ocorrem no último dia da festa, às 14h e às 16h, respectivamente.

Os cariocas que compraram ingressos pelo site da “Ticket for Fun” devem enfrentar dificuldades na hora de pegar as entradas: a retirada está disponível apenas na livraria Saraiva do Norte Shopping, no Cachambi, Zona Norte do Rio. A outra opção, a loja da rede no shopping Rio Sul, em Botafogo, na Zona Sul, está temporariamente inoperante. A Flip deste ano terá como autor homenageado o jornalista, escritor e cartunista Millôr Fernandes.

Autor faz revelações sobre o sexto livro de "As Crônicas de Gelo e Fogo"

O escritor George R.R. Martin revelou informações sobre a nova sequência deAs Crônicas de Gelo e Fogo, que inspirou a série Game of Thrones. IntituladaThe Winds of Winter ("Os Ventos do Inverno", em tradução livre), a nova obra deve ter mais traições, casamentos e mortes, antecipou o autor em entrevista ao site Entertainment Weekly.


ATENÇÃO! Os parágrafos a seguir contêm spoilers

Martin informou que acha que o livro vai começar com duas batalhas imensas. No entanto, ele não detalhou quais seriam os exércitos presentes nos confrontos. O escritor afirmou que muitas coisas vão acontecer na Muralha e que os Dothraki voltarão de forma triunfal.

No sexto livro, dois personagens importantes finalmente irão se encontrar.

– Tyrion e Daenerys vão se cruzar de uma forma, mas pela maior parte do livro eles estarão separados. Ambos têm grandes papéis a desempenhar. Tyrion decidiu que quer viver por uma coisa, o que ele não tinha certeza durante o último livro, e agora vai trabalhar para que isso se concretize, isso se sobreviver a batalha que acontece ao seu redor. Dany aceitou sua herança Targaryen e abraçou o lema de sua família ("fogo e sangue"). Então ambos estarão voltando para a casa – diz Martin.

Não há previsão de lançamento do sexto livro de As Crônicas de Gelo e Fogo. Já a série televisiva retorna no primeiro semestre de 2015. Estão previstas 
pelo menos mais duas temporadas para a TV. Contudo, Martin declarou em março que Game of Thrones pode virar filme, além de comentar nesta semana que gostaria de mais episódios da série.