sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Três editoras brasileiras relançam obras de Agatha Christie

O número impressiona: o conjunto de obras da escritora Agatha Christie (1890 – 1976) já soma cerca de 4 bilhões de cópias vendidas em mais de cem idiomas. Trata-se de um recorde editorial registrado no Guiness Book, superado apenas pela Bíblia e os livros de Shakespeare. E o público quer mais. A rainha do crime acaba de ganhar reedições de suas obras em três editoras no Brasil.


A L&PM Editores, que já supera a marca de 70 títulos publicados da autora britânica, planeja lançar neste mês Entre Dois Amores – originalmente assinado pelo pseudônimo de Mary Westmacott – e o combo Mistérios dos Anos 60, com várias histórias. Há ainda cerca de duas dezenas de volumes que deverão entrar gradualmente no mercado.

Já a Globo Livros selecionou oito clássicos da escritora para lançar com nova proposta gráfica. Os primeiros deles, Três Ratos Cegos e Outros Contos e E Não Sobrou Nenhum, já estão à venda.

A Nova Fronteira também anunciou para este mês seis reedições de luxo, em capa dura. A Mansão Hollow e Assassinato no Expresso do Oriente estão entre os escolhidos. E a editora tem outra novidade para setembro: uma aventura inédita do detetive Poirot, personagem mais famoso de Agatha, escrita pela britânica Sophie Hanna com o aval da família da autora. A seguir, confira três razões por que a obra de Agatha Christie segue um clássico.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

J.K. Rowling se passa por Dumbledore para enviar carta a sobrevivente de massacre

Autora dos livros "Harry Potter", J.K. Rowling enviou uma carta de apoio em nome do bruxo Alvo Dumbledore a Cassidy Stay, de 15 anos, única sobrevivente de um massacre que dizimou sua família. A mensagem foi enviada dias após a menina de Houston, no Texas, revelar que o bruxo de Hogwarts foi sua inspiração para encarar o luto. O conteúdo da carta não foi divulgado.


O massacre aconteceu no dia 9 de julho. Segundo a polícia, Ronald Lee Haskell, de 33 anos, autor dos disparos, entrou na casa da família de Cassidy, buscando por sua ex-mulher (tia da jovem), e acabou atirando contra os sete integrantes da família. Mesmo ferida, ela conseguiu ligar para a polícia após o atirador sair. Os pais e os quatro irmãos da adolescente morreram. Haskell foi preso no mesmo dia, e seu advogado alegou que ele possui distúrbios mentais.

A jovem, que agora mora com o avô, fingiu estar morta e alertou a polícia sobre o crime ocorrido em sua residência em julho deste ano. Durante o velório da família, Cassidy contou ter tirado de "Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban" a inspiração para buscar forças para enfrentar um momento tão difícil, e leu uma frase dita por Dumbledore no livro: "A felicidade pode ser encontrada até nos tempos mais escuros se alguém se lembrar de ligar a luz."

Além da carta, assinada pelo mago e diretor de Hogwarts, o pacote enviado por Rowling continha uma varinha mágica, uma carta de aceitação para a escola, a lista de materiais do ano letivo e o terceiro livro da série autografado pela autora. O recebimento da correspondência foi confirmado numa página no Facebook, criada por amigos de Cassidy para realizar um encontro entre Rowling e a jovem.


Segundo o jornal "The Telegraph", um porta-voz da escritora confirmou que "J.K. Rowling entrou em contato com Cassidy Stay", mas que "o conteúdo da carta permanece em privado".

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Diretora de ‘Frozen’ adaptará o livro 'Uma Dobra no Tempo'

A trama do livro escrito pela americana Madeleine L'Engle em 1962 será transformada em filme para a Disney


Jennifer Lee, co-diretora do sucesso Frozen ao lado de Chris Buck, está envolvida em um novo projeto com os estúdios de Walt Disney. Jennifer irá escrever uma adaptação para o cinema do livro Uma Dobra no Tempo (tradução Sonia Coutinho, Rocco, 264 páginas), da escritora americana Madeleine L'Engle, publicado em 1962.

O romance é sobre dois irmãos que viajam através do tempo e do espaço e visitam planetas estranhos à procura do pai cientista, que desapareceu.

O gênero ainda não existia quando Madeleine escreveu o livro, mas Uma Dobra no Tempo é classificado como Young Adult, nicho em alta no mercado americano.

Dirigida especialmente para jovens entre 15 a 25 anos, essa literatura, que aborda problemas comuns aos jovens adultos, conta com títulos como A Culpa É das Estrelas, Jogos Vorazes e Divergente. Leia trecho do livro. 

Fonte: Veja

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Grumpy Cat lança livro no Brasil

Felino mal-humorado virou uma celebridade na internet



Tardar Sauce é uma gata vira-lata que vive com a família no Arizona. Sua trajetória de estrela da web começou quando o irmão de sua dona publicou uma foto no Reddit: a imagem se viralizou e virou moda. Hoje, o Grumpy Cat (o "Gato Azedo") tem seu rosto estampado em camisetas e canecas, além de ser a estrela de um filme que está em fase de produção em Hollywood. 

Mas, antes disso, sua vida virou um livro que acaba de ser lançado no Brasil. 

domingo, 3 de agosto de 2014

'Cinquenta tons de cinza' volta ao topo dos best-sellers nos EUA

O sucesso de "Cinquenta tons de cinza" está longe de acabar. Pouco mais de uma semana após o lançamento do trailer do longa adaptado do romance inicial da trilogia, a saga de E. L. James recebeu mais uma boa notícia: o primeiro livro voltou ao topo da lista do "New York Times", uma das mais importantes dos EUA. Apesar de não liderar no ranking dos impressos, o romance foi alavancado pelo bom desempenho nas vendas de e-books.


Na última edição, divulgada em 26 de julho, nenhum dos livros da trilogia constava na lista. No entanto, na edição deste sábado, unindo vendas em papel e em digital, "Cinquenta tons de cinza" surgiu no primeiro lugar. Já o box da trilogia completa, também sumido das listas, reapareceu na 11ª colocação.

Foi a 66ª semana em que "Cinquenta tons de cinza" – o título inicial – figurou na lista combinada de papel e digital. Em compensação, nas vendas de brochura (os chamados paperbacks, opções mais populares em papel), o romance alcançou a segunda colocação e completou surpreendentes 117 semanas na lista. O feito é equivalente a mais de dois anos entre os mais vendidos.

Até a tarde deste domingo, o primeiro livro estava em segundo na lista da iTunes e em sétimo na Amazon. Também foi destaque em outras, como a do popular "USA Today". Nos Estados Unidos, o livro é publicado pelo selo Vintage (Knopf), enquanto no Brasil foi lançado pela Intrínseca.

O trailer de "Cinquenta tons de cinza" também foi bem-sucedido: o vídeo original da Universal Pictures no YouTube já ultrapassou 21 milhões de visualizações. No Brasil, a versão legendada alcançou pouco mais de três milhões.

sábado, 2 de agosto de 2014

George W. Bush abandona a pintura para escrever a biografia do pai

A classe política de Washington deve estar procurando um psicólogo após o anúncio de que o ex-presidente americano George W. Bush escreverá uma biografia de seu pai, George H. W. Bush, que chefiou a Casa Branca entre 1989 e 1993.


A editora Crown Books informou que o livro cobrirá “toda a vida e carreira de Bush pai, incluindo seus anos de serviço militar no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, seu pioneirismo no mercado de combustível do Texas, e sua ascenção política como deputado, embaixador dos EUA na China e na ONU, diretor da CIA, vice-presidente e presidente”.

O Bush mais velho, que comemorou 90 primaveras neste ano saltando de paraquedas, é provavelmente o único presidente moderno (ou político que deseja o cargo) que ainda não escreveu suas memórias. E quem melhor para escreve uma biografia do que o seu próprio filho? Desde que se aposentou após deixa a presidência dos EUA em 2008, George W. Bush já escreveu um livro, “Decision points”. A obra vendeu dois milhões de cópias em dois anos. Ele também se dedicou à pintura, com destaque para uma série de retratos de líderes mundiais.

Mas uma questão inevitável fica no ar: Qual será o propósito de tal empreitada literária? Será nada mais do que uma homenagem do 43º presidente americano ao 41º? Ou será um pedido de desculpas, uma tentativa de retratação do filho pelos danos causados aos negócios da família após sua administração?

Não há como esquecer a baixíssima popularidade de George W. Bush antes de terminar o seu segundo mandato, a invasão do Iraque em 2003 sob desculpas mais do que questionáveis e, é claro, seu sucesso em colocar a economia dos EUA no maior buraco desde a Grande Depressão ocasionada pela Crise de 1929. Atualmente, parece que a única chance de resgatar a honra do nome da família está em seu irmão Jeb, ex-governador da Flórida, que pode concorrer à presidência em 2016.

A relação pai e filho no alto escalão da política americana, contudo, não é exclusiva dos Bush. A própria editora Crown Books relembra outros nomes como John Adams e John Quincy Adams, e Joseph Kennedy e John F. Kennedy. Se JFK se candidatou para agradar o pai, o mesmo vale para Mitt Romney, que tentou se eleger presidente por duas vezes. Neste caso, tanto ele quanto seu pai, George Romney, serão lembrados por perder as eleições.

Lembrando que muitas pessoas próximas à família Bush sempre disseram que George H. W. Bush e sua mulher Barbara desejavam que Jeb seguisse os passos do pai, corre o risco de o livro ser mais sobre o autor do que sobre seu tema de estudo. E isto não serviria de ajuda alguma, nem para os leitores, nem para as pretensões políticas de seu irmão mais novo.

Fonte: O Globo (notícia original aqui)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Redes sociais ajudam a popularizar a literatura


Clarice Lispector (1920-1977) mobiliza 743 mil pessoas no Facebook. Caio Fernando Abreu (1948-1996), 373 mil. Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), 108 mil. Machado de Assis (1839-1908) tem 38 mil seguidores e Paulo Leminski (1944-1989), 32 mil. Eles são alguns dos autores citados por Fabio Malini, coordenador do Laboratório de Pesquisas sobre Imagem e Cibercultura, da Universidade Federal do Espírito Santo, na pesquisa Literatura, Twitter e Facebook: A Economia dos Likes e dos Rts dos Usuários de Literatura Brasileira nas Redes Sociais. Parte de seu conteúdo foi apresentada em encontro do Itaú Cultural, realizado nessa quarta-feira, 30, em Paraty, antes da abertura da Flip, e está disponível na versão digital da revista Observatório, lançada agora.

"A pesquisa tenta mapear como os usuários interagem e o que eles valorizam numa fanpage. Uma das constatações é a de que não falamos mais de uma ideia de fã, mas da ideia do amigo, do parceiro, aquele que atua na mobilização de determinado tipo de trabalho", disse o pesquisador ao jornal O Estado de S.Paulo. E completou: "Para os autores mortos, eles têm um papel de reavivar um certo tipo de leitura que até então não se tinha."

Para o estudo, Malini coletou mais de 300 mil tweets com as palavras literatura e livro e analisou as páginas (com os posts e os comentários) de cinco escritores no Facebook - os já citados Clarice, Caio, Machado e Leminski e, separadamente, a musa teen Thalita Rebouças (1974), que tem 320 mil seguidores no Facebook e está fazendo direitinho a lição de conversar com suas leitoras amigas. Seu primeiro post, de abril de 2012, teve quatro comentários; em janeiro, ela obteve mais de 3 mil comentários numa publicação. Segundo a pesquisa, os posts que repercutem mais são os que mobilizam os fãs em alguma causa e os que fazem propaganda de eventos, novos livros, etc. "Ela constrói cotidianamente uma espécie de Selfie narrativa - ela em primeiro plano e seu público amontoado em segundo plano", comenta o Malini.

Outra constatação: o público feminino é o mais engajado e representa, por exemplo, 91% dos que "curtem" Clarice. A pesquisa identificou, ainda, que o volume de likes está associado a três estratégias. A primeira é usar citações que inspiram o estado de espírito do fã. A segunda estratégia é compartilhar imagens virais criadas pelos próprios fãs, com uma frase do autor. E a última, gerar envolvimento dos usuários em campanhas sociais e políticas a partir da imagem do escritor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.