quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A Outra Sombra na Editora Multifoco


Nota do autor


Caros amigos leitores,

É com grande satisfação, que venho comunicar a recente assinatura de contrato com a Editora Multifoco. A Outra Sombra, enfim terá uma edição digna que faça justiça aos seus leitores. Agora, a obra passa a fazer parte do catálogo da Editora Multifoco, tendo seu direito de publicação exclusivo à referida editora. O livro ganha agora uma nova capa, nova diagramação e novos horizontes.

Gosto de pensar que, pela primeira vez, AOutra Sombra chegará às suas mãos da maneira como deveria ter chegado desde o começo.


Autor de best-sellers Henning Mankell revela que tem câncer


O escritor sueco Henning Mankell revelou nesta quarta-feira que foi diagnosticado com câncer.


"Minha ansiedade é muito profunda, mas de modo geral posso mantê-la sob controle", escreveu em seu site oficial.

O escritor, que ganhou reconhecimento mundial com a série de livros sobre o inspetor Kurt Wallander – que inspirou uma série de televisão britânica protagonizada por Kenneth Branagh – disse que o câncer foi detectado durante um tratamento de rotina.

"Poucos dias depois me disseram de maneira muito clara: era sério. Tinha um tumor na parte posterior do pescoço e outro no pulmão esquerdo. O câncer também poderia ter atingido outras partes do corpo", escreveu.


O escritor, de 65 anos, publicou as reflexões sobre o diagnóstico em sua página oficial e no jornal sueco Goteborgs-Posten, para o qual pretende escrever colunas sobre sua experiência com a doença.

"Quase em seguida decido tentar escrever sobre isto (...) Mas o farei da perspectiva da vida, não da morte", explicou.

Mankell, romancista e dramaturgo que vive entre a Suécia e Moçambique, publicou mais de 20 livros e obras para crianças.


A série sobre o inspetor Wallander, ambientada no sul da Suécia, começou em 1991 com o livro Faceless Killers e tem 13 títulos.

Alemanha publicará livro de Hitler


Uma edição comentada do livro "Mein Kampf" (Minha luta, em português), escrito por Adolf Hitler, será publicada na Alemanha depois de 2015 - após a tentativa fracassada do estado da Baviera de impedir judicialmente o lançamento.


"Não podemos cometer um atentado contra a liberdade científica", disse nesta quarta-feira o ministro da Ciência e da Educação bávaro, Ludwig Spaenle. O Instituto de Munique, que leva o projeto adiante, "pode publicar uma edição" sob "sua própria responsabilidade", agregou.

A Baviera, que detém os direitos autorais do livro desde a Segunda Guerra Mundial, tem tentado impedir que o material - de forte cunho nazista e antissemita - seja republicado. "Mein Kampf" entrará para o domínio público no final de 2015, setenta anos depois da morte de Hitler. Para evitar que a volta da obra seja vista como uma homenagem por alguns, o estado tentou barrar judicialmente sua publicação.


Base ideológica para o III Reich, o livro foi escrito por Hitler entre 1924 e 1925, quando estava preso. "Mein Kampf" não está proibido na Alemanha, mas a Baviera impede, desde 1945, qualquer reedição integral ou parcial, para evitar uma eventual exploração do texto por grupos neonazistas.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Brasileiro é indicado ao prêmio Nobel de literatura


A União Brasileira de Escritores (UBE) acaba de indicar o nome do cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira para o Prêmio Nobel de Literatura da Real Academia Sueca.


A indicação atendeu a um convite direto do Comitê do Prêmio Nobel à entidade sediada em São Paulo e que congrega 1.500 escritores de todo o país (em sua história, desde a fundação, em 1958, por figuras como Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Marcos Rey e Lygia Fagundes Telles, entre outros, a UBE já contou com mais de 4.300 associados). Segundo o regulamento do Prêmio Nobel, podem fazer indicações “presidentes de sociedades de autores que sejam representativas da produção literária em seus respectivos países”.

Outra entidade brasileira, a Academia de Letras de Minas Gerais, também apoiou a indicação do nome de Moniz Bandeira e oficializou indicação.


Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira é cônsul honorário do Brasil na cidade alemã de Heidelberg. Autor de mais de 20 obras, notadamente ensaios políticos, também é poeta consagrado, com três livros saudados pela crítica: Verticais, de 1956, Retrato e Tempo, de 1960, e Poética (2009).


Revista Granta adia concurso para os mais jovens


A revista Granta Portugal anunciou ontem, em comunicado, "o adiamento do concurso 'Os Melhores Jovens Escritores de Língua Portuguesa'", divulgado na terça-feira da semana passada.


"Este concurso, que estaria aberto entre 01 de fevereiro e 31 de julho de 2014, e que daria origem ao primeiro número especial da Granta Portugal, a publicar em 2015, não poderá realizar-se nas datas previstas, por razões contratuais", afirma o comunicado hoje divulgado.

No mesmo texto, a revista, que é dirigida pelo jornalista Carlos Vaz Marques e publicada pela Tinta-da-china, lamenta "o transtorno causado" e afiram que, "oportunamente, será anunciada uma recalendarização desta e de outras iniciativas da Granta".


A editora adianta que o terceiro número da Granta está "em adiantada fase de preparação [e] será publicado, tal como previsto, em maio, com o tema 'Casa'".

Há uma semana, em Lisboa, a revista Granta anunciou que iniciaria em fevereiro um concurso internacional para escolher "os mais talentosos e promissores escritores de língua portuguesa", com menos de 40 anos.

A Granta Portugal pretendia deste modo seguir os passos da "revista mãe", a Granta inglesa, e dedicar o seu quinto número, a publicar em maio de 2015, aos Melhores Jovens Escritores de Língua Portuguesa.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Tabuleiro dos Deuses – Paralela (Richelle Mead)



Justin March, um investigador de religiões charmoso e traiçoeiro, volta para a República Unida da América do Norte (RUAN), após um misterioso exílio. Sua missão é encontrar os responsáveis por uma série de assassinatos relacionados com seitas clandestinas. Sua guarda-costas, Mae Koskinen, é linda, mas fatal. Membro da tropa de elite do exército, ela irá acompanhar e proteger Justin nessa caçada. Aos poucos, os dois descobrem que humanos são meras peças no tabuleiro de poderes inimagináveis.

Editora: CIA DAS LETRAS
ISBN: 8565530515
Edição: 1
Ano: 2014
Páginas: 424

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Jamie Dornan aparece em 1º pôster de '50 Tons de Cinza'



Sucesso nas livrarias, 50 Tons de Cinza teve seu primeiro pôster divulgado para o filme que será lançado em 14 de fevereiro de 2015.


Na primeira imagem oficial, Jamie Dornan é visto de costas como o personagem Christian Grey observando a vista da cidade de Seattle. "O senhor Grey irá vê-lo agora", diz o título, sem citar o nome do filme.

O longa, que será dirigido por Sam Taylor-Wood, ainda contará com Dakota Johnson, Rita Ora e Jennifer Ehle.


Morre o admirado poeta mexicano José Emilio Pacheco


O poeta José Emilio Pacheco, vencedor do prêmio Cervantes 2009 e um dos escritores mais queridos do México, morreu no domingo aos 74 anos em um hospital da Cidade do México onde estava internado desde sábado.


"Com enorme pesar tenho que dizer que meu pai morreu há 20 minutos. Foi embora muito tranquilo, em paz", declarou sem conseguir conter as lágrimas sua filha Laura Emilia Pacheco à imprensa que aguardava fora da clínica.

Laura Emilia confirmou que seu pai faleceu vítima de uma parada cardiorrespiratória no Instituto Nacional de Ciências Médicas e Nutrição Salvador Zubirán, ao sul da capital, onde foi internado na manhã de sábado por causas que não foram reveladas inicialmente pela família.

A também escritora explicou que na sexta-feira Pacheco havia terminado sua habitual coluna "Inventario" para o semanário Proceso, que nesta ocasião estava dedicada ao seu amigo, vizinho e poeta Juan Gelman, falecido há apenas algumas semanas, no dia 14 de janeiro na Cidade do México.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Filha do escritor Albert Camus ainda tem medo de escrever


"Eu estava no corredor da morte e, um dia, o homem que limpava o chão me disse: 'me dá um pacote de cigarro'. Eu disse: 'por quê?', ele insistiu, eu dei e ele me devolveu junto com um livro de bolso. Era "O Estrangeiro". Eu segurei o livro com todos os meus dedos. Camus parece entender o que dá energia às pessoas"; "Camus é um guia para quando as coisas não vão bem. Quando eu preciso dele, eu o chamo. Pode ser a qualquer hora"; "Hoje posso dizer que Camus salvou minha vida"; "Quando o leio, tenho sede de escrever. Foi Camus que fez de mim uma verdadeira autora."



Esses são depoimentos reais de pessoas tão diferentes quanto Ronald Keine, ativista norte-americano que foi inocentado nove dias antes da sua execução; Thibault Tsimi, publicitário camaronês; Islem Meghiref, aprendiz de "pâtisser" argelino; e Patti Smith, a cantora e compositora, todos personagens do documentário "Vivre avec Camus", lançado na França em novembro, mês que comemorou o centenário do autor.

Faz sentido então concluir que essa presença universal foi o que motivou Catherine Camus, filha e gestora da obra do escritor, a desdobrar as viagens do pai pelo mundo -inclusive ao Brasil, que visitou em 1949 acompanhado por Oswald de Andrade, onde escreveu o conto "A Pedra que Cresce"- em um livro, "Le Monde en Partage - Itinéraires d'Albert Camus", lançado no fim de novembro (também) na França e sem previsão de chegada por aqui.


"Não", responde ela, firme, enquanto acende um dos muitos cigarros bem colocados em uma piteira antiga - vício que herdou do pai, fumante inveterado, que não deixou o tabaco nem quando foi diagnosticado com tuberculose. "Reuni fotos e citações da obra do meu pai [algumas inéditas] para tentar mostrar que o mundo não é esta tal mundialização, termo abstrato que dá aos seres humanos um sentimento definitivo de impotência. Quis mostrar que há o céu, a natureza, a beleza..."

E é cercada pela vegetação mediterrânea da Provence que Catherine vive, cercada por quatro cachorros e dois gatos, na casa que foi comprada pelo pai após ganhar o prêmio Nobel em 1957.



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Livro '12 Anos de Escravidão' chega ao Brasil


Lançado pela Editora Seoman, '12 Anos de Escravidão' acaba de chegar ao Brasil. Escrito por Solomon Northup, o livro conta toda a jornada de servidão vivida pelo próprio autor, logo após o fim do regime escravagista nos Estados Unidos. Natural de Nova Iorque, Northup foi sequestrado e vendido para o tráfico de escravos, sofrendo o abuso de um regime violento até ser libertado.


De forma dramática e angustiante, o escritor narra seu drama de vida, desde o cativeiro até o resgate, em uma época marcada pela luta abolicionista em prol dos direitos dos escravos. Negro nascido livre, após ser enganado com uma proposta de trabalho falsa, Solomon foi sequestrado, drogado e comercializado como escravo na região do Rio Vermelho, no estado de Louisiana, onde permaneceu por 12 anos.



Publicada pela primeira vez em 1854, a obra foi adaptada para o cinema e tem estreia prevista no Brasil para 21 de fevereiro. Com distribuição da Disney Filmes, a produção concorre ao Oscar em 9 categorias e foi recentemente premiada com o Globo de Ouro na categoria melhor drama. 




quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Livro defende tese de que Hitler foi enterrado no Brasil



O ditador Adolf Hitler, marcado na história pela execução de milhões de judeus no século passado, pode ter escapado da invasão soviética a Berlim em 1945 e forjado o próprio suicídio a fim de fugir para a América do Sul, onde teria vivido e morrido com cerca de 95 anos na pequena cidade de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá. Pelo menos é o que defende o livro “Hitler no Brasil – Sua Vida e Sua Morte”, dissertação de mestrado em jornalismo de Simoni Renée Guerreiro Dias, que subverte a versão conhecida dos últimos dias do nazista.


Graduada em Educação Artística, Simoni começou a pesquisar os últimos anos de Hitler após ouvir boatos de que ele, assim como outros nazistas de primeiro escalão, teria perambulado pela América do Sul após a guerra que derrubou o Reich na Europa.

Em novo livro, ‘casal blindado’ recomenda dividir Facebook


Se você quer que seu casamento dê certo, comece fazendo uma limpa no Facebook, de onde devem sair todos os ex-namorados, e dando a senha para seu parceiro ou sua parceira.


Quem diz é o Casal Blindado, Renato Cardoso e Cristiane Cardoso, em seu novo livro “120 Minutos Para Blindar seu Casamento” (256 páginas, editora Thomas Nelson Brasil, R$ 24,90).

Continuação de “Casamento Blindado”, o guia de auto-ajuda para pares tem dez dúzias de dicas práticas para salvar seu casamento em um minuto diário.  (O império matrimonial do casal ainda inclui um cruzeiro, DVDs, uma revista e o programa “The Love School”, televisionado aos sábados pela Record.

“Assim, certos cuidados e limites devem ser levados em consideração. Será que alguém precisa mesmo ter a ‘ex’ no Facebook?”. Ainda na mesma página, dão a resposta. “Obviamente, não é preciso abrir mão da liberdade, e todo casal que vive bem tem amigos — o ideal, porém, é que não sejam amigos exclusivos, mas sim amigos em comum, a fim de não gerar desconfianças.”

Outra abordagem das redes sociais no matrimônio do livro é mais direta.  ”Uma das principais e mais recomendáveis regras é a transparência. Permitir ao parceiro o livre acesso ao Facebook, e-mail, celular etc. só reforça a ideia de que não há segredos entre os cônjuges. Não é questão de bisbilhotar ou de perder a privacidade (até porque vocês abriram mão da privacidade no dia do casamento), trata-se, sim, de fortalecer a confiança um no outro sem abrir mão de contatos sociais saudáveis.”

E você, o que acha de abrir para seu amor suas redes sociais, já devidamente limpas de relacionamentos passados?

Por Chicofelitti




Livro-Festa ‘É Que Os Hussardos Chegam Hoje’



Setenta e sete poetas paulistanos participam do livro-festa ‘É Que Os Hussardos Chegam Hoje’ (Editora Patuá, R$ 20 no dia do lançamento, R$ 25 depois), uma homenagem ao recém-inaugurado Hussardos Clube Literário – espaço cultural que reúne livraria, café, oficina, editora e agência literária, tudo dirigido pelo poeta Vanderley Mendonça. O livro chega em edição de luxo, com capa dura e papel especial.


Mais informações aqui!


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Revista 'Granta' anuncia edição com autores em língua portuguesa


A revista literária "Granta" abrirá, em fevereiro, um concurso para selecionar os 20 melhores jovens escritores de língua portuguesa, anunciou nesta quarta (22) a editora Tinta-da-China, responsável pela publicação em Portugal.


Poderão concorrer autores nascido depois de 1º de maio de 1975 em qualquer um dos oito países lusófonos –inclusive do Brasil, que já teve em 2012 uma edição com "Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros".

Também podem participar autores de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor Leste e São Tomé e Príncipe.


Os interessados devem enviar, de 1º de fevereiro a 31 de julho, um texto literário inédito, com pelo menos 10 mil caracteres e no máximo 50 mil.

Serão aceitos contos ou trechos de romances, desde que permaneçam inéditos até a publicação da edição da "Granta", programada para maio de 2015. Ensaios, peças e poemas não serão considerados.



Mais informações aqui!


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O livro de Jobs


O escritor inglês Will Self argumenta que a Apple, mais do que comercializar equipamentos eletrônicos, aspira a uma estética transcendental, articulação entre os desejos de seus designers e os dos consumidores. Self "conclui": os produtos da companhia são a única interface de que necessitamos com o mundo global.


O jornalista e biógrafo Leander Kahney faz Jony Ive parece um oráculo, ao usar as palavras deste como epígrafe do capítulo sobre o iPhone de seu recém-lançado livro sobre o mago da Apple: "Nesses primeiros estágios de design (...) sempre conversamos sobre a história do produto -falamos de percepção. Falamos daquilo que você sente sobre o produto, não num sentido físico, mas perceptivo".


Ao longo de toda a biografia que escreveu sobre o responsável há duas décadas pelo design da Apple, Kahney toca várias vezes na noção formulada por Ive da "narrativa" de um produto, e essa formulação nos leva perto do metafísico, sugerindo, talvez, que iMacs, PowerBooks, iPods e iPads concebidos pelo designer britânico devam ser considerados não como meros fenômenos, mas como verdadeiros números.

O Homem que Amava Muito os Livros


Acervos de livros raros nem sempre recebem do Estado a atenção devida, mas são mina de ouro para quem entende do assunto. A combinação desses fatores, descaso e valor, leva a crimes milionários.


Exemplo notório disso ocorreu em 2012, quando o italiano Marino Massimo de Caro foi preso por furtar mais de mil livros da Biblioteca Girolamini, instituição napolitana da qual tinha sido nomeado diretor meses antes.

No Brasil, bibliotecários e investigadores afirmam que furtos e roubos de livros raros se multiplicaram em dez anos, embora não seja possível mensurá-los —sobretudo devido ao silêncio de vítimas, que não raro só descobrem os crimes quando as obras reaparecem.

Mais de dez grandes casos foram noticiados no país desde 2003. Em vários, há um denominador comum, segundo os investigadores: um ex-estudante de biblioteconomia acusado de comandar uma quadrilha em todo o país.

Esse cenário que tem como predadores amantes dos livros, gente que em teoria gostaria de preservá-los, inspirou a americana Allison Hoover Bartlett a escrever "O Homem que Amava Muito os Livros", lançado pela Seoman no último semestre.


O livro acompanha, ao longo da última década, a história do ladrão John Charles Gilkey e do "bibliodetetive" Ken Sanders. "Em séculos de furtos do gênero, os grandes criminosos foram clérigos ou bibliotecários, gente apaixonada por livros. Uns fazem isso por dinheiro; outros, pela impressão de que os colegas não lhes dão o devido valor", diz a jornalista. 


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Overdose Literária


Pessoal, temos nova parceria!
A Outra Sombra em parceria com o blog Overdose Literária (Paula Juliana)... Vale a pena conferir!




"Waaaaa, ja falei mais de uma vez que desejo muito conhecer o trabalho do Max Moreno...(...) seu livro já está entre os meus desejados há muito tempo (...)" - Por Francine Porfirio (comentário no blog Overdose Literária)


A nova onda do chick lit juvenil brasileiro


As veteranas e best-sellers juvenis Thalita Rebouças e Paula Pimenta ainda arrastam multidões a feiras e sessões de autógrafos, mas já enfrentam concorrência no nicho brasileiro do chick lit – termo que surgiu em na década de 1980 como apelido para uma disciplina sobre literatura feminina da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.


As editoras, de olho no bom desempenho do mercado juvenil, que cresceu 19,5% em volume de vendas em 2013 segundo a empresa de pesquisa de mercado GfK, vêm reforçando suas apostas naquele que talvez seja o nicho com maior número de representantes nacionais, dentro do segmento jovem. E, dessa nova investida, já desponta uma nova onda de autoras, com nomes que prometem marcar o ano de 2014: Carina Rissi, Bruna Vieira e Patricia Barboza.


Em inglês, "chick" é uma gíria amena para designar mulheres, as jovens em especial. O termo chick lit se aplica a livros que abordam o universo “menininha”. Geralmente com mulheres como protagonistas, eles tratam de amor, família e relacionamentos.


Uma das precursoras do chick lit juvenil no Brasil, Thalita estreou concorrendo com autoras como a americana Meg Cabot (da série O Diário da Princesa) e a irlandesa Marian Keyes (de Melancia e Sushi), feras do gênero, em 2001. Agora, mais de uma década depois, ela embarca em um novo desafio: escrever para crianças (box). Enquanto Thalita avança para outros filões, Carina, Bruna e Patricia dão os primeiros passos na conquista do público juvenil.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Preparadora de 'Tropa de Elite' lança livro


Nas mãos dela, Alice Braga caiu no choro, Wagner Moura socou a barriga de Lázaro Ramos e Stênio Garcia perdeu os sentidos e vomitou. Figura tão polêmica quanto onipresente nos filmes brasileiros, a preparadora de elenco Fátima Toledo lança amanhã um livro sobre sua trajetória no cinema nacional.


Na obra, que também traz depoimentos de atores e diretores, ela relata ao autor Maurício Cardoso bastidores de filmes como "Cidade de Deus", "Tropa de Elite" e "Linha de Passe" e disseca o seu controverso método.

"A pessoa tem que se revelar para revelar o personagem, e não construí-lo", afirma Fátima. "Se você busca só o ator, vai ter respostas muito conhecidas. Mas, se procura o ser humano antes, encontra a sua marca pessoal, que é o que dá o brilho."

Fátima chegou ao cinema com "Pixote: A Lei do Mais Fraco" (1981), de Hector Babenco. Ela dava oficinas de teatro a internos da Febem (hoje Fundação Casa) quando foi descoberta pelo cineasta. "Uma mulher descalça, frágil, rodeada por um grupo de adolescentes, tentava dar a eles maneiras de relaxamento", relata Babenco no livro.

Contratada para preparar os jovens atores do filme, tentou treiná-los com a bagagem que trazia: métodos clássicos de interpretação, como o de Stanislavski (1863-1938).

"Olhei para aqueles meninos e vi que faziam bem, mas não tinham vida. Não os sentia totalmente presentes", lembra. Aos poucos, abandonou as lições do russo para traçar a própria metodologia "de forma instintiva", diz.


Ela resume o treinamento em três etapas: "Entender o momento da vida do ator, seu nível de doçura, de raiva, de resistência"; fazer dinâmicas para reproduzir as relações entre os personagens; e ensaiar cenas sem grandes marcações e convocar o diretor para assistir a elas.

Na segunda etapa, há o "exercício da valsa". "Duas pessoas dançam juntas. Quando digo 'afastou', elas se separam e têm de falar coisas que vêm do coração, se agredindo, depois se juntam de novo." Já no "exercício da mesa", um ator se senta em silêncio enquanto os outros dizem tudo o que pensam sobre ele.

TAPA NA CARA

Os métodos de Fátima ganharam notoriedade após "Cidade de Deus" e "Tropa", que, segundo ela, deram ao treinamento a fama de violento. "Tapa na cara? Pode ter ocorrido algumas vezes. Mas por que acham isso tão problemático? Os filmes pediam aquilo", diz.

Fonte: Folha de São Paulo


Sylvia Day assina contrato milionário com editora



A escritora americana Sylvia Day assinou um contrato de, no mínimo, 10 milhões de dólares com a editora St. Martin's Press para publicar sua nova série intitulada Blacklist. O novo projeto de uma das principais autoras da literatura erótica contará com dois livros, sendo que o primeiro, de acordo com o site da revista The Hollywood Reporter, tem lançamento previsto para 2015.

O livro irá contar a história de um casal de estudantes universitários de Manhattam, Nova York, ao longo dos anos. “Ela (Sylvia) é o tipo de autora que ainda pode quebrar todos os recordes e se tornar um fenômeno ao longo das próximas décadas”, afirmou o vice-presidente da editora St. Martin, Jennifer Enderlin.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Biografia revela detalhes íntimos do autor americano J.D. Salinger


Nos 57 anos em que viveu num chalé em uma cidade de 1.800 habitantes no norte dos EUA, J.D. Salinger (1919-2010) conseguiu feitos dignos de um candidato a ermitão-mor da literatura contemporânea.



O autor de "O Apanhador no Campo de Centeio" (1951) barrou na Justiça a primeira biografia a seu respeito, impediu a divulgação de cartas enviadas a amigos, bloqueou edições piratas de sua obra.

Bastaram três anos de sua morte para que aparecessem duas biografias, um filme, três exposições de cartas e três contos que ele não queria ver publicados tão cedo.

Se em vida Salinger enfrentou baques na luta contra o uso de sua imagem (inclusive pelas memórias da filha e de uma ex-namorada), um forte revés póstumo veio com a biografia "Salinger", de David Shields e Shane Salerno, que sai agora pela Intrínseca.

Lançado em setembro nos EUA, junto com documentário homônimo dirigido por Salerno (no Brasil, estreia em fevereiro), o livro foi atacado por boa parte da crítica pela devassa na vida do autor.

É um prato cheio para quem esperava notícias sobre os anos em que ele se isolou.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Maioria dos escritores ganha menos de R$ 2.300


Um pesquisa com mais de 9.000 escritores publicada esta semana na conferência Digital Book World —que acabou na quarta (15), em Nova York— indica que 54% de autores tradicionais e 77% dos auto-publicados ganham menos de US$ 1.000 (pouco mais de R$ 2.300) por ano. As informações são do jornal britânico "The Guardian".


A "2014 Digital Book World and Writer's Digest Author Survey" dividiu os 9.210 participantes em quatro áreas: aspirante, auto-publicado, publicado tradicionalmente e híbrido (tanto autopublicado quanto tradicional).

Mais de 65% responderam que eram autores aspirantes, com 18% de auto-publicados, 8% de tradicionais e 6% de híbridos.

Uma parcela pequena —0,7% de auto-publicados, 1,3% de tradicionais e 5,7% dos híbridos— relatou ganhar mais de US% 100 mil por ano com suas publicações.

O perfil do autor típico estabelecido na pesquisa foi de "um escritor de ficção comercial que também pode escrever não ficção e que está trabalhando em um projeto que logo estará pronto para a publicação".

Cerca de 20% dos auto-publicados e um quarto dos escritores tradicionais marcaram o fator dinheiro como "extremamente importante". No entanto, a publicação revela que a principal preocupação dos participantes está em "publicar um livro que as pessoas comprem".

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

“Bella” na adaptação do livro '1984'


Após ficar mundialmente famosa ao encarnar Bella nos filmes da 'Saga Crepúsculo', Kristen Stewart volta a se aventurar em outra adaptação literária. 


A atriz será protagonista do filme 'Equals', do diretor Drake Doremus, uma versão romântica do livro '1984', escrito pelo britânico George Orwell. 


Para Kristen, o longa é uma visão levemente atualizada da adaptação de 1956. Ela divide cena com o ator Nicholas Hout (X-Men: Primeira Classe). As gravações começam em 2014.


David Bowie chega ao Brasil com retrospectiva no MIS e livro


Os "cartões de estratégias oblíquas" criados por Brian Eno e usados na gravação da trilogia de Berlim estão lá. Filmagens raras da turnê do álbum "Diamond Dogs", também. E ainda a primeira foto de divulgação, os macacões coloridos, a apresentação de "Starman" na BBC em 1972.


Seria preciso muito espaço para descrever o que se pode ver na exposição "David Bowie", que o MIS (Museu da Imagem e do Som) paulistano abre ao público no dia 31.
É a maior retrospectiva já dedicada a um artista pop. Organizada pelo londrino Victoria & Albert Museum, a mostra teve acesso aos mais de 75 mil itens do David Bowie Archive, acervo pessoal que reúne fotografias, figurinos, estudos, pinturas e cenários usados ao longo dos 46 anos de carreira.

O livro comemorativo da mostra também ganhou versão nacional, uma coedição entre o MIS e a editora Cosac Naify. Com mais de 300 páginas, traz análises e ensaios sobre a influência de Bowie.

Sem dar entrevista há anos, Bowie não perdeu sua capacidade de manipular. "A ideia por trás dele é que você pode ser quem quiser", diz Marsh. Fascinado pela cultura pop e também um ator e pensador sério, Bowie é "um mestre na manipulação da mídia", lembra o curador.




Poeta argentino Juan Gelman morre aos 83 anos


Conhecido tanto por seus versos quanto por sua militância política, o escritor lutou contra a ditadura argentina, responsável pela morte de seu filho e sua nora


Considerado um dos maiores autores da língua espanhola, o poeta argentino Juan Gelman, de 83 anos, morreu nesta terça-feira na Cidade do México, onde vivia há mais de duas décadas. Vencedor do Prêmio Cervantes de 2007 e do Prêmio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana de 2005, além de muitos outros, ele tinha mais de trinta livros publicados – seu primeiro poema foi escrito aos 11 anos de idade.  

"Morreu tranquilo, em sua casa, ao lado de sua família, de uma doença que se chama síndrome de mielodisplasia", disse uma fonte da família de Gelman, segundo a qual ele faleceu  por volta das 16h30 (20h30 em Brasília). Ainda de acordo com a família do escritor, Gelman será velado nesta quarta-feira, mas sem nenhum ato oficial.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Livro infantil conta curiosidades sobre as obras de arte famosas


'Vidas dos Grandes Artistas' de Charlie Ayres é atrativo e promete conquistar o público infantojuvenil


Escrito por Charlie Ayres, com tradução de Érico Assis, 'Vidas dos Grandes Artistas' conta detalhes e curiosidades que estão por trás das obras de arte mais famosas da história. Dirigido ao público infantojuvenil, a publicação apresenta de modo sucinto, contagiante e rico os grandes nomes da arte, além de sugerir propostas de atividades baseadas nas obras de cada artista, e links para galerias online onde é possível conhecer as produções.

Para o livro, o autor visitou ateliês, capelas, galerias particulares e retiros no campo a fim de traçar a personalidade dos mestres da arte. A Capela Arena de Giotto, os jardins de Claude Monet e a Mona Lisa de Leonardo da Vinci são algumas das histórias de artistas que viraram símbolos de sua época, assim como Michelangelo, que esculpiu o Davi, e Vincent van Gogh, famoso por ter cortado a própria orelha.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Amores Roubados - Livro que inspirou série é reeditado


O pernambucano Joaquim Maria Carneiro Vilela foi advogado, ilustrador, pintor paisagista, cenógrafo, juiz, bibliotecário, secretário de Governo e fabricante de gaiolas. E escritor.


A Emparedada da Rua Nova, seu livro que dá base à minissérie Amores Roubados, foi publicado em forma de folhetim entre 1909 e 1912, no Recife, e embora tenha gerado adaptações para teatro e cinema, e estabelecido a reputação de Carneiro Vilela como mestre da literatura nordestina, ele nunca se tornou apreciado por seus pares do Sul e do Sudeste.

Agora, a Cepe Editora do Recife está republicando o volume (520 págs, R$ 40). O macabro (e já lendário) crime da Rua Nova que originou a narrativa, e a vingança do coronel Jaime que se estende além da morte, são elementos sob os quais hoje pairam ainda dúvidas no Recife: teriam sido reais ou invenção do autor?

Carneiro Vilela dizia que a história viera de um relato que ouvira de uma escrava. O telespectador que gostar da série não perderá em pedir um exemplar do livro. A surpresa é mais cruel do que terá suposto.

Nobel de Literatura, Günter Grass vai parar de escrever romances


O escritor Günter Grass, grande nome da literatura alemã contemporânea, afirmou em recente entrevista que provavelmente deixará de escrever romances devido à sua idade avançada.


— Atualmente, estou com 86 anos. Não penso que consiga ainda (escrever) um romance — explicou o prêmio Nobel de Literatura 1999, em entrevista concedida ao jornal regional Passauer Neue Presse, que teve um trecho divulgado neste domingo (12/1).

— Meu estado de saúde não me permite conceber projetos de cinco ou seis anos e esta seria a condição para o trabalho de pesquisa para um romance — acrescentou.

Autor de títulos como O Tambor e A Ratazana, entre outros, disse que tem se dedicado ao desenho e à aquarela, "depois de um período em que estive bloqueado por causa de frequentes hospitalizações".

Conhecido por suas convicções políticas social-democratas, Günter Grass suscitou uma vida polêmica com Israel em 2012 ao publicar um poema em prosa, no qual afirmava que o Estado hebreu ameaçava a paz mundial ao querer atacar o Irã preventivamente diante da possibilidade de que este país dispusesse de armas nucleares. Por este motivo, Israel o declarou "persona non grata".


O escritor, que durante os anos sessenta e setenta insistiu em destacar o passado nazista de seu país, provocou um grande escândalo em 2006 quando revelou que na juventude integrou as Waffen SS, forças de elite de Adolf Hitler. Isto o escritor teria revelado no livro Descascando a Cebola, que faz parte de suas memórias.

Poema de sete faces



Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.  

Carlos Drummond de Andrade